O sector das indústrias agroalimentares tem uma grande importância e reflexos na vida das populações e na saúde pública. A presente situação exige por parte das autoridades de saúde, de inspecção económica e das condições de trabalho, uma maior, mais atenta e sistemática acção visando a protecção da saúde pública e dos trabalhadores em particular.

O PCP tomou conhecimento do aparecimento durante a passada semana de vários casos de trabalhadores infectados com Covid-19 em fábricas de processamento de carnes no concelho do Montijo, uma situação que suscita apreensão e que exige reforço das medidas de acompanhamento por parte das autoridades de saúde e inspetivas, como seja a ACT e ASAE.

Não basta constatar os factos quando os mesmos ocorrem, sendo estas atividades profissionais fundamentais nos tempos em que vivemos, as empresas terão de ser obrigadas a possuir planos de contingência, a fornecer EPI’s necessários e a organizar processos produtivos que anulem o risco de contágio e promovam a saúde e segurança no trabalho.

Para o PCP estes casos trazem a evidência e a necessidade das empresas tomarem as medidas sanitárias, de saúde e segurança implementadas no seu funcionamento regular, que na atual situação sejam aplicadas medidas de proteção dos trabalhadores, que eliminem os riscos de contágio e garantam o normal funcionamento. 

O PCP afirma aos trabalhadores das empresas de processamento de carnes que os seus direitos não estão de quarentena nem a pandemia serve de justificação para os por em causa e que podem contar com a nossa intervenção em defesa dos seus direitos, postos de trabalho e salários.