A JSD Almada apresentou, através dos deputados do PSD na Assembleia Municipal de Almada, um conjunto de propostas para o empreendedorismo e emprego jovem e para apoios ao financiamento de estudos superiores. Apesar do chumbo dos partidos à esquerda, com PS incluído, a JSD assegura que voltará a insistir nestas propostas”.

Segundo o Presidente da JSD em Almada, David Cristóvão, “a JSD Almada enquadra estas propostas num amplo documento para a economia local, focado nos jovens, que está a desenvolver e que será apresentado à população nos próximos meses”. A JSD acredita que “Almada poderá catalisar a maioria da actividade económica do distrito, sobretudo pelo grande potencial do seu pólo universitário, que já demonstrou ser capaz de gerar riqueza e enorme valor acrescentado”.

No entanto, os jovens social democratas mostram-se preocupados com as políticas locais, temendo que, com o tempo, Almada se mantenha “numa lógica de mera geografia-dormitório”, e afirmam que para que o desenvolvimento aconteça é preciso que a Câmara deixe cair os entraves ideológicos da CDU à iniciativa privada.

As propostas agora apresentadas pela JSD visavam, em concreto, a criação de programas de angariação de capital de risco que mediassem o encontro entre potenciais investidores e accionistas e empreendedores, uma vez que “muitas vezes, temos jovens com capacidade, ideias de negócio inovadoras, mas falta chegar a quem pode e quer investir”. “Pretendíamos também que se criassem plataformas de divulgação de novas empresas, start-ups que estejam em desenvolvimento, que ainda não estejam a funcionar mas precisem de capital para começar – tão simples como uma plataforma na internet onde qualquer pessoa pudesse encontrar qualquer empresa nova que se pudesse desenvolver em Almada”, defende a JSD.

A JSD defendeu ainda novas incubadoras de empresas e um novo parque industrial, que até pudesse contar com investimento privado, mas estas propostas também foram chumbadas. “Não percebemos o chumbo. Tudo o que propusemos foram programas que promovessem o encontro entre empreendedores e investidores. A esquerda, PS incluído, sugere que queremos trazer para o Estado os prejuízos de empresas privadas, mas só por sectarismo, desonestidade intelectual, ou incapacidade de compreensão, se pode dizer que abrir um site na internet é trazer prejuízos para os munícipes”. Por isso, a JSD garante que voltará a insistir, mas deixa a pergunta: “Será crime criar um programa que apresente os nossos jovens empreendedores, que criam o seu próprio emprego e empregam outros almadenses, a investidores que lhes possam fornecer o capital de que precisam para trabalhar?”.

 

 

 

MOÇÃO

Abordagens locais ao empreendedorismo jovem e ao risco

 

O município de Almada, por via de características e potencialidades próprias, poderá constituir-se como núcleo capaz de catalisar atividades juvenis empreendedoras, apesar de ainda se encontrarem condicionantes à aptidão inovadora do concelho e ao estímulo às iniciativas particulares sociais e, sobretudo, empresariais, ameaçando mantê-lo numa lógica de mera geografia-dormitório.

Teremos, pois, de contribuir para que se atraiam novos cidadãos aos nossos territórios, bem como para que estes, tais como os naturais, aqui permaneçam, criando as condições para que se promovam a instrução e a investigação e aqui se dinamizem as atividades económicas especializadas e mais capazes de gerar riqueza – sem que, no processo, se negue o risco inerente à sã iniciativa empresarial, mas, ao invés, garantindo a mutualização daquele nas etapas de maior necessidade dos empreendedores.

 

Deste modo, face ao exposto, a Assembleia Municipal de Almada, reunida em Sessão Ordinária a 25 de fevereiro de 2016:

  1. Recomenda ao Executivo Camarário que desenvolva esforços no sentido de promover a mutualização de riscos, com vista a proveitos comuns, entre os órgãos de gestão local, as instituições de ensino superior, os cidadãos, as empresas e os investidores, consubstanciando-se esta abordagem no fomento da atividade empresarial, em especial daquela tecnologicamente qualificada e especializada – neste âmbito, recomenda-se:
  2. A instauração de programas de angariação de capitais de risco, como os que se materializem na criação de incubadoras de empresas e de um parque empresarial (para o capital acionista do qual possam contribuir fundos particulares, com a devida participação nos resultados);
  3. A criação de plataformas de apoio à angariação de capitais de risco, como sejam plataformas de divulgação – entre as quais as online – de novas empresas por surgir na região, carentes de financiamento, estabelecendo-se, assim, uma entidade local mediadora destas transações de capital e fomentando-se a angariação de micro-capital de risco, destacando-se as soluções de equity crowdfunding como fontes de encontro entre empreendedores e acionistas potenciais (as quais têm despontado em outras geografias desenvolvidas mas carecem de exploração na região).

 

  1. Em sentido semelhante, recomenda ao Executivo Camarário que promova esforços que contribuam para que, à semelhança do que tem sido alguma experiência internacional, se encontrem soluções que permitam, por um lado, o financiamento dos estudos superiores, e, por outro, a diminuição do risco presente para as famílias – com efeito, deverá ser estudada pelo Executivo Municipal a implementação de sistemas locais, operacionalizados com o seu apoio, que facultem o acesso a créditos à instrução, em particular aqueles cujos horizontes e montantes periódicos de liquidação se baseiem nos vencimentos recebidos pelo estudante no âmbito da sua futura atividade laboral.

 

Almada, em 25 de fevereiro de 2016

 

Pelo Grupo Municipal do Partido Social Democrata,

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