Com o lançamento recente do iPhone Duo, vale a pena recordar que mesmo gigantes da tecnologia acumulam fracassos: a Apple, apesar dos sucessos comerciais, também lançou produtos que não corresponderam às expectativas do público. Conhecer esses deslizes ajuda a entender riscos para consumidores e como a empresa aprendeu — ou não — com cada erro.
A história da Apple é feita de inovações que mudaram mercados, como o iPhone e o Apple Watch, mas também de decisões que geraram críticas persistentes. Alguns destes projetos falharam no lançamento; outros sofreram com atualizações ou escolhas de engenharia que prejudicaram a experiência do utilizador ao longo do tempo.
Abaixo, cinco exemplos frequentemente apontados como os piores passos da marca — cada um com o principal problema e o impacto para usuários.
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- Apple Maps — O serviço estreou com erros de navegação, mapas imprecisos e rotas incorretas, o que levou muitos utilizadores a optar por alternativas imediatamente. Embora tenha recebido melhorias contínuas, o episódio serviu para expor os riscos de substituir serviços estabelecidos sem maturidade suficiente.
- iPhone 6 — Modelos que, após atualizações de software, passaram a apresentar desempenho inferior ao esperado, segundo relatos de utilizadores. Esse tipo de retrocesso mostra como atualizações podem afetar a longevidade dos aparelhos e a confiança do consumidor.
- Teclado “borboleta” dos MacBooks (2015–2019) — Um projeto mecânico que prometia maior estabilidade acabou por provocar travamentos, teclas que deixavam de funcionar e necessidade frequente de reparos. O problema elevou custos de manutenção e gerou descontentamento entre profissionais que dependem de teclados confiáveis.
- iPad (3ª geração) — Apesar do ecrã Retina aplaudido, o tablet sofreu com escolhas internas que limitavam a eficiência energética e o desempenho face ao exigido pelo display. Para muitos compradores, isso traduziu-se em autonomia reduzida e experiência aquém do potencial do hardware.
- Siri — A assistente digital trouxe conveniência, mas nas fases iniciais evidenciou lacunas funcionais e respostas imprecisas que a tornaram alvo de piadas e frustrações. O desenvolvimento lento de capacidades avançadas mostrou como a concorrência evoluiu rapidamente na área de IA conversacional.
Mais do que uma lista de falhas, esses episódios ajudam a traçar lições: a importância de testes mais rigorosos em serviços essenciais, o cuidado ao introduzir inovações mecânicas em produtos de alta utilização e o impacto de atualizações de software sobre aparelhos já vendidos.
Para quem compra tecnologia, o ponto prático é este: avaliar vida útil, facilidade de reparação e histórico de atualizações deve pesar tanto quanto as especificações numa ficha técnica. Para a Apple, os tropeços foram, por vezes, catalisadores de correções — noutros casos, deixaram marcas duradouras na reputação.

Com novos produtos a chegar ao mercado, acompanhar como as fabricantes respondem a falhas passadas continua essencial para consumidores que querem evitar surpresas e garantir melhor relação custo-benefício.











