Bosque CineEco em Seia recebe 32 árvores e cria novo auditório natural

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Seia deu o primeiro passo para criar um auditório ao ar livre na Quinta da Nogueira: no domingo iniciou-se o plantio do que a organização do festival chama de Bosque CineEco, uma área verde pensada para, daqui a alguns anos, servir de cenário natural às projeções do festival. O projeto soma objetivos ambientais e urbanos — e promete mudar a paisagem da cidade enquanto reduz o impacto das atividades associadas ao evento.

O arranque reuniu convidados do CineEco, representantes do município, técnicos do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), programadores e realizadores. Ao todo foram colocadas 32 novas árvores, simbólicas: uma por cada edição do festival até hoje.

O que se plantou e por quê

As espécies introduzidas são todas autóctones — pilriteiros, azereiros, bétulas e tramazeiras — escolhidas para integrar-se à paisagem local e criar um espaço de lazer urbano. A intenção é construir, com a própria vegetação e relevo, uma “sala de cinema sem paredes nem teto” onde, no futuro, parte da programação do CineEco poderá ser exibida.

Pilriteiros, azereiros e bétulas recém-plantados na Quinta da Nogueira
Espécies autóctones plantadas para integrar a paisagem local.

Os promotores destacam que a iniciativa tem também um caráter compensatório: além de embelezar a Quinta da Nogueira, a ação funciona como forma de mitigar o impacto ambiental da presença de convidados e visitantes durante o festival.

  • Local: Quinta da Nogueira, Seia
  • Intervenção inicial: 32 árvores autóctones plantadas
  • Objetivo: Criar um auditório natural e área de lazer urbana
  • Organização técnica: CISE e equipa do festival, com apoio municipal

Continuidade e impacto na cidade

O projeto deverá ser retomado nas próximas edições do festival, instalando um ciclo contínuo de reflorestação e valorização ambiental na encosta da Serra da Estrela. Para os responsáveis do CineEco e para a autarquia, trata-se de uma intervenção que liga cultura e ambiente, com benefícios tangíveis para a população local.

Além do ganho estético, a nova área verde promete oferecer mais espaço para atividades ao ar livre, atrair visitantes e reforçar a identidade do festival com a paisagem da região.

O festival este ano

A 32.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela começou na sexta‑feira e decorre até 17 de outubro. A programação oficial inclui 86 filmes a concurso, distribuídos por seis secções competitivas, entre longas e curtas, nacionais e internacionais, em diferentes suportes.

Auditório ao ar livre com projetor e público sentado em relvado
O CineEco exibe dezenas de filmes em locais ao ar livre durante o festival.

Na Secção Internacional de Longas‑Metragens constam 10 documentários que estreiam em Portugal. As obras abordam temas como modelos económicos alternativos, os desafios do ativismo ambiental, o chamado “apartheid climático”, deslocações forçadas por causas ambientais, e a exploração de espécies, habitats e recursos em diversos continentes.

Paralelamente ao ciclo de filmes realizam‑se conferências, concertos, workshops, exposições, um mercado de filmes e atividades educativas — muitas delas com entrada gratuita.

Breve histórico e apoios

O CineEco é um dos mais antigos festivais dedicados ao cinema ambiental e realiza‑se ininterruptamente em Seia desde 1995. Ao longo do ano, o festival estende a sua programação a várias cidades portuguesas, exibindo filmes selecionados da edição oficial.

O evento conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e o apoio do Departamento de Ambiente das Nações Unidas, além de financiamento da DGArtes. A curadoria da programação está a cargo de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Alves.

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