60 habitações requalificadas entram no mercado de renda acessível

No dia 4 de maio, a Câmara Municipal da Guarda aprovou dois concursos públicos que totalizam 9 milhões de euros para recuperar o centro da cidade e melhorar equipamentos urbanos. As iniciativas, financiadas pelo PRR, prometem aumentar a oferta de habitação a custos mais baixos e dinamizar áreas junto à estação ferroviária e ao rio Diz.

O primeiro dos concursos destina 2,9 milhões de euros à reabilitação de cerca de 20 edifícios no perímetro histórico. A ideia é transformar imóveis hoje devolutos em habitações a preços moderados, ampliando a disponibilidade para famílias e reduzindo o número de prédios vazios no centro.

O segundo procedimento, com uma dotação de 6 milhões de euros, foca-se na requalificação de estruturas municipais na zona central — nas imediações da Guarda-Gare, da estação rodoviária e ao longo do rio Diz — com intervenção em espaços públicos e infraestruturas que suportam a mobilidade e o comércio local.

Sérgio Costa, presidente da Câmara, afirmou que grande parte dos imóveis alvo da intervenção foram adquiridos pela autarquia de forma estratégica e que os projetos visam precisamente recuperar esse património para usos residenciais e urbanos. O edil também destacou a necessidade de manter assistências e investimentos contínuos para garantir o sucesso das obras.

  • Investimento total: 9 milhões de euros
  • Reabilitação de edifícios: 2,9 M€ — cerca de 20 imóveis, com previsão de aproximadamente 60 habitações a custos controlados
  • Requalificação urbana: 6 M€ — ações na área central junto à Guarda‑Gare, estação de autocarros e margem do rio Diz
  • Fonte de financiamento: Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)

Além do impacto direto sobre a oferta de habitação, a intervenção tem potencial para atrair comércio, reduzir o abandono de imóveis históricos e melhorar a imagem urbana do centro. Ao mesmo tempo, a Câmara reconhece que resultados concretos dependem da aderência do setor privado aos concursos e do cronograma de execução das obras.

O executivo municipal mostrou-se otimista quanto à continuidade do apoio comunitário: segundo a autarquia, existem sinais favoráveis para que mecanismos semelhantes ao PRR possam ser prolongados ou sucedidos por instrumentos que mantenham linhas de financiamento para reabilitação urbana.

O que esperar a seguir

Com os concursos lançados, o próximo passo é a apresentação de candidaturas e a adjudicação das obras. A calendarização precisa e os prazos de execução serão divulgados pela Câmara à medida que os processos de contratação avançarem. Moradores e agentes locais devem acompanhar as publicações oficiais para informações sobre candidaturas e eventuais impactos no dia a dia urbano.

Em contexto nacional, projetos desta natureza — que combinam recuperação de imóveis históricos com apoio financeiro europeu — têm sido usados como ferramenta para responder à escassez de habitação acessível e revitalizar centros urbanos. Na Guarda, a combinação de compra estratégica de imóveis e financiamento público define a tónica desta nova etapa de intervenção municipal.

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