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No encerramento do MEO Marés, em Leça da Palmeira, os irmãos santomenses Calema transformaram o último dia num encontro massivo em torno da música em português, diante de cerca de 25 mil espetadores. O concerto, marcado por momentos íntimos e por explosões de festa, reafirmou a relevância do projeto para a lusofonia — e por que esse tipo de atuação importa hoje: reúne público, gera visibilidade e fortalece laços culturais.
Entrada em palco e resposta imediata
Quando a banda subiu ao palco e entoou os primeiros acordes de uma das suas canções mais conhecidas, o recinto encheu-se de movimento. Nem todos estavam ainda no seu lugar, mas bastaram poucas linhas da abertura para a multidão acelerar o passo e juntar vozes.
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Calema no MEO Marés: volta a encantar com concerto fiel à sua receita de sucesso
António e Fradique, naturais de São Tomé e Príncipe e juntos desde 2006, trouxeram ao palco a combinação de carisma e cumplicidade que já lhes garantiu público fiel e milhões de ouvintes nas plataformas digitais. A produção contou com banda alargada, bailarinos, e um jogo de luzes e ecrãs que acompanhou as variações de ritmo.
Interação com a plateia e surpresas
A proximidade com o público foi uma constante. Entre canções, os irmãos agradeceram várias vezes, elogiaram a energia do festival e fizeram pequenas pausas para conversar — momentos que diminuíram o ruído e amplificaram a ligação. Foi também nesse registo que surgiram homenagens à equipa técnica e longos aplausos dedicados aos músicos que os acompanharam.
Uma das surpresas da tarde foi o regresso de Soraia Ramos, que subiu ao palco para interpretar um dueto. A colaboração elevou a temperatura do público e reforçou o tom comunitário do espetáculo.
Momentos que marcaram a hora e meia de concerto
- A Nossa Vez — abertura com adesão imediata da plateia;
- Sequência de sucessos como “À Prova de Bala” e “Amar Pela Metade”, com refrões cantados em uníssono;
- Dueto com Soraia Ramos em “O Nosso Amor”, recebido com entusiasmo;
- Interlúdio intimista em “Casa de Madeira”, que trouxe silêncio e emoção;
- Fecho com “Te Amo”, confetis e uma ovação prolongada.
Grande parte do concerto foi vivida em pé, entre saltos e mãos ao ar, mas também houve instantes sobriedade: casais que dançaram colados, e uma plateia que, por minutos, cedeu ao silêncio para acompanhar versos mais delicados.
Raízes, orgulho lusófono e reconhecimento
Os irmãos dedicaram palavras às suas origens e à trajetória construída ao longo dos anos. Recordaram a importância de criar raízes e manifestaram orgulho pela receção da lusofonia aos seus projetos — incluindo referências a acontecimentos recentes que uniram comunidades, como a participação de Cabo Verde em competições internacionais.
Também não faltaram agradecimentos à equipa que trabalha nos bastidores: foram explícitos ao pedir aplausos para técnicos e músicos, destacando que o espetáculo se sustenta muito além dos intérpretes em palco.
Antes do final, houve uma pausa cénica seguida por um regresso em força: confetis, luzes intensas e um refrão que devolveu ao recinto uma das maiores manifestações de entusiasmo da noite.
O que vem a seguir no festival
O MEO Marés prosseguiu a programação nocturna com nomes internacionais agendados para fechar a edição: Danny Ocean atuou no Palco MEO ao início da noite, e a responsabilidade de encerrar os três dias de festival ficou com Ozuna. A participação dos Calema funcionou como uma celebração da música em português antes desses headliners.
A galeria de imagens reúne os principais momentos do concerto e ilustra tanto a vibração coletiva quanto os instantes mais reservados. Para os presentes, a sensação foi de um reencontro festivo — e para o público mais vasto, a confirmação de que a música lusófona continua a atrair palcos e multidões.











