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Nuno Markl anunciou o início das filmagens de O Homem que Mordeu o Cão: o Filme, projeto que transforma a sua experiência pessoal de saúde num longa-metragem com estreia prevista para 2027. A notícia ganha relevo porque marca o primeiro grande trabalho do humorista depois do acidente vascular cerebral e aposta numa abordagem que mistura memória, humor e veracidade clínica.
O autor, de 54 anos e mais de três décadas de carreira, assume a direção do filme e diz que a viragem criativa aconteceu quando decidiu usar a própria recuperação como eixo narrativo. Segundo Markl, as versões anteriores do guião não lhe convenciam — faltava um elemento que unisse as histórias soltas — e foi o episódio do AVC que acabou por dar coesão ao projeto.
Do guião à escolha do elenco
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Ao longo dos últimos três anos Markl escreveu várias propostas, mas só depois do internamento é que encontrou o tom que procurava. O filme passou a centrar-se na saga hospitalar e nos pequenos episódios cómicos que o autor viveu entre quartos, corredores e reabilitação.
Uma decisão pouco habitual: Markl quer incluir no elenco “**pessoas reais**” que participaram diretamente nos seus cuidados hospitalares — uma escolha que pretende reforçar a autenticidade da narrativa e aproximar o público da experiência pessoal do autor.
Quando e como será rodado
A produção tem início planeado para setembro e a estreia comercial em Portugal está prevista para 2027. Nas funções de direção de atores estará o encenador Rui Melo, nomeado por Markl como suporte na passagem do texto para as interpretações.
- Início das filmagens: setembro (ano corrente da produção)
- Lançamento: cinemas portugueses em 2027
- Direção: Nuno Markl (realizador) com Rui Melo na direção de atores
- Elenco: mistura de atores profissionais e pessoas que cuidaram de Markl
- Contexto: obra inspirada na recuperação pós-AVC do autor
Markl esteve internado em unidades como os hospitais São Francisco Xavier e Egas Moniz e continua em processo de recuperação no Hospital do Mar, em Cascais. A inclusão de membros da equipa clínica no elenco coloca a produção numa interseção entre autobiografia e ensaio sobre cuidados de saúde.
O que está em jogo
Além do aspeto artístico, o projeto tem uma dimensão humana e social: um filme feito a partir de uma experiência médica pode mudar a perceção pública sobre a recuperação e os profissionais que acompanham pacientes. Para Markl, esse efeito terá também um caráter terapêutico e simbólico — transformar um acontecimento difícil em narrativa, com leveza e rigor.
Na sua publicação nas redes sociais, o humorista sublinhou a importância do apoio que recebeu e a ambição do trabalho, descrevendo-o como o maior desafio da sua carreira até agora.
Resta saber como a produção vai equilibrar o tom humorístico com a representação fiel dos processos clínicos e da reabilitação — uma aposta que promete atrair atenção cultural e mediática nos próximos meses.











