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O primeiro‑ministro anunciou que Portugal vai declarar um dia de luto nacional em resposta aos sismos na Venezuela, numa medida motivada pelo elevado número de vítimas e pela presença significativa de portugueses no país. A decisão surge enquanto equipas de resgate portuguesas trabalham no terreno e as autoridades lamentam perdas entre a comunidade luso‑venezuelana.
Luís Montenegro relatou ter falado por telefone com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que confirmou reconhecimento pela intervenção portuguesa e transmitiu condolências às famílias afetadas. O primeiro‑ministro também afirmou que o Governo acompanha “muito de perto” as equipas nacionais destacadas para a missão.
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As autoridades venezuelanas contabilizam, até ao último balanço oficial, milhares de vítimas e feridos — números que ainda podem crescer à medida que as operações de busca prosseguem. Montenegro já havia avisado que é prematuro fixar um total definitivo de vítimas mortais.
- 1.943 mortos e 10.571 feridos — segundo o balanço oficial mais recente.
- 71 portugueses e lusodescendentes confirmados entre os mortos; outros 71 desaparecidos ou incontactáveis.
- Sismos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos a cerca de 200 km de Caracas, com intervalo inferior a um minuto, seguidos por centenas de réplicas (USGS).
- A missão portuguesa instalou a sua base de operações em Catia la Mar, no estado de La Guaira — área com forte presença de emigrantes portugueses.
- Vários países, incluindo Estados‑membros da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento.
Em declarações à imprensa em Lisboa, o primeiro‑ministro reiterou a necessidade de cautela na contabilização das vítimas e explicou que o dia de luto pretende reconhecer “a memória das vítimas dos sismos na Venezuela, em particular pelos portugueses e lusodescendentes”.
Impacto local e operações de socorro
Os tremores provocaram colapsos e danos severos em edifícios de Caracas e, sobretudo, em La Guaira, onde se concentram bairros e infraestruturas muito afetadas. Equipes de busca continuam a percorrer escombros, com prioridade em áreas densamente povoadas.
Do lado português, as equipas no terreno mantêm contacto permanente com as autoridades venezuelanas para coordenar logística, prioritizar zonas de intervenção e apoiar cidadãos com laços a Portugal. Familiares em Portugal aguardam notícias e o Governo reforça canais de comunicação entre embaixada, consulados e instituições locais.
Embora a resposta internacional esteja em curso, as autoridades advertem que o número de mortos pode mudar à medida que o acesso a zonas isoladas melhora e mais dados chegam das áreas mais atingidas.
O que isso significa para os leitores
Para portugueses em contacto com familiares na Venezuela, a prioridade imediata é confirmar segurança e localizar desaparecidos. Para o público em geral, o anúncio do dia de luto nacional marca um reconhecimento oficial da dimensão da tragédia e reforça a mobilização de meios de apoio e solidariedade.
As operações de busca e socorro devem continuar nos próximos dias. As autoridades portuguesas recomendam acompanhar comunicações oficiais da Embaixada e evitar divulgar informações não verificadas sobre vítimas ou locais de atuação das equipas.












