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Uma parceria entre moda e futebol transforma memórias de Marés e Bancadas em roupa de rua: a marca portuense Coup d’État apresentou a 16 de junho uma coleção em colaboração com o Leixões SC que traduz mais de um século de história do clube em peças de edição limitada. O lançamento promete conectar tradição local e produção nacional — um convite para usar a identidade do clube fora do estádio.
Da margem do Porto para o guarda‑roupa
O Leixões nasceu junto ao mar e cresceu ligado a comunidades de pescadores e estivadores. Essa ligação popular é hoje a base da leitura que a Coup d’État propõe: não meramente merchandising, mas uma releitura estilística do universo do clube pensada para o quotidiano.
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A etiqueta, fundada por Edgar Ferreira e Guilherme Pinto de Oliveira — já responsáveis pelos espaços The Feeting Room e LOT — assume um percurso curto mas intenso no mercado da moda independente. Em vez de replicar imagens óbvias, os criadores buscaram nos arquivos do clube materiais, cortes e grafismos antigos para reescrever referências em peças contemporâneas.
Uma produção feita perto de casa
Seguindo a lógica de “nascida no Porto, feita em Portugal”, a coleção foi produzida localmente, com fornecedores situados a menos de 60 km da cidade. Para os equipamentos desportivos, a marca recorreu à Lacatoni, mantendo a aposta na indústria têxtil nacional e em cadeias curtas de produção.
O resultados é uma linha com acabamento cuidadoso e estética inspirada no vestuário desportivo do século XX, mas simplificada para o uso diário — um esforço por preservar funcionalidade e materiais como algodões pesados, tipografia sóbria e cortes utilitários.
O que está disponível e quanto custa
A coleção reúne dez peças e já está à venda online e nas lojas físicas do The Feeting Room e da LOT. Entre os destaques, a casa apresenta interpretações da camisola clássica do Leixões em versões de manga curta e manga comprida, além de artigos de treino e acessórios.
- Camisola clássica — versões por 90€ e 120€;
- Camisola de manga comprida — 95€;
- Camisola vermelha sólida — 90€;
- Fato de treino completo — casaco 180€ / calças 120€;
- Sweatshirt — 96€; boné — 50€; bandana — 20€; lenço de seda — 35€.
As peças podem interessar tanto a adeptos do clube quanto a consumidores de moda que procuram produtos locais com história incorporada. A oferta, porém, é limitada — uma informação relevante para quem pretende comprar.
Imagens e narrativa
A campanha foi fotografada no Estádio do Mar e em pontos reconhecíveis de Matosinhos, cruzando gerações de adeptos e objetos históricos para sublinhar o laço entre clube e cidade. O vermelho das camisolas, as bancadas gastas e detalhes do quotidiano compõem uma narrativa que pretende ir além do puro consumo.
Para a marca, o projeto é uma forma de “trazer para a rua” um património coletivo: um estudo de design que parte da memória do clube — incluindo momentos marcantes como a conquista da Taça de Portugal em 1961 — e converge para produtos usáveis hoje.
Por que isto importa agora
Num contexto em que muitas marcas buscam autenticidade, a colaboração mostra uma via prática: reconectar património desportivo com produção local e design contemporâneo. Para Matosinhos e para o próprio Leixões, trata‑se de valorizar símbolos comunitários sem recorrer à nostalgia acrítica.
O lançamento também é um lembrete do papel da moda como veículo de memória coletiva e da importância de cadeias curtas de produção para garantir qualidade e responsabilidade económica local — fatores que podem influenciar escolhas de consumo de leitores preocupados com origem e impacto dos produtos.
Para ver a coleção completa e comprar, a Coup d’État disponibiliza os artigos na loja online e nos pontos de venda físicos no Porto.











