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O balanço oficial dos sismos que atingiram a Venezuela há duas semanas subiu para 4.829 mortos, segundo dados divulgados esta quarta‑feira pela presidência da Assembleia Nacional. A atualização reforça a urgência das operações de socorro e revela impactos humanitários e materiais ainda em expansão.
O anúncio foi partilhado no canal do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e mostra uma subida no número de óbitos em relação ao relatório divulgado um dia antes. Enquanto isso, os números de feridos e desalojados praticamente não se alteraram, indicando uma crise humanitária prolongada.
Dados-chave divulgados pelas autoridades:
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- Número de mortos: 4.829 (relatório mais recente).
- Feridos: 16.740 (sem alteração no último boletim).
- Desalojados: 17.907.
- Pessoas em abrigos temporários: 20.857, distribuídas por 106 acampamentos.
- Edifícios: 190 desabamentos e 856 construções danificadas.
Fontes diplomáticas portuguesas confirmaram que entre as vítimas há 119 portugueses ou descendentes: 96 adultos e 23 menores. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, 102 dessas pessoas também têm nacionalidade venezuelana. O número de cidadãos portugueses considerados desaparecidos passou de 51 para 50.
O que provocou o estrago e o que isso significa agora
Os tremores, registados a 24 de junho, foram dois eventos de grande magnitude — 7,2 e 7,5 — separados por menos de um minuto, com epicentro a cerca de 200 km de Caracas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos reportou centenas de réplicas, o que complica as operações de busca e aumenta o risco para estruturas já fragilizadas.
Além das perdas humanas, a contagem de edifícios destruídos e danificados prenuncia desafios logísticos para alojamento, água potável, energia e restauração de serviços básicos. As autoridades relatam uma ligeira redução em pessoas acolhidas nos acampamentos em comparação ao dia anterior, mas o número permanece elevado.
Resposta internacional e próximos passos
Equipes de busca e salvamento de vários países, incluindo contingentes de Portugal e outros Estados-membros da União Europeia, foram enviadas para apoiar as operações. A presença internacional visa acelerar resgates e prestar assistência técnica, mas a amplitude dos danos exigirá também apoio contínuo em reconstrução e gestão de abrigo.
Entre os desafios imediatos estão a localização dos desaparecidos, a avaliação estrutural de prédios em risco de colapso e a coordenação dos abrigos temporários para reduzir exposição a condições precárias de vida.
As autoridades venezuelanas prometem novas atualizações; para já, as informações oficiais citam os relatórios do gabinete da Assembleia Nacional e do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. A situação humanitária permanece dinâmica e requer atenção internacional e recursos sustentados.











