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O Presidente da República, António José Seguro, marcou presença no festival Paredes de Coura nesta sexta-feira, chegando ao recinto antes das 18h30 para assistir ao concerto de Sérgio Godinho & Os Assessores com Amigos. Na chegada, qualificou o evento como um tributo à cultura, à alegria e à empatia, valores que disse estarem ausentes em alguns líderes e que, por isso, merecem ser realçados.
Motivações e papel institucional
Seguro em Paredes de Coura exalta cultura, alegria e empatia ausentes em alguns
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Seguro afirmou que a sua visita combina o prazer pessoal e um dever institucional: “o papel do PR é assinalar também o que de bom se faz no país e, neste caso, o que de bom se faz a partir do Norte”.
O Presidente descreveu‑se como, até agora, o primeiro titular do cargo a visitar o festival de Paredes de Coura e recordou ter estado no evento em 2025, quando concorria à Presidência da República. O festival termina no sábado na vila minhota, no distrito de Viana do Castelo.
Mensagem do festival
Ao falar com jornalistas, destacou que o festival reúne “pessoas que pensam de maneira diferente, sentem de maneira diferente, têm opções completamente diferentes nas suas vidas, mas são capazes de partilhar este chão comum”.

Para o Presidente, a música cria um espaço onde se pode combinar diversão com atenção a temas mais sérios: “A música traz‑nos essa vantagem de, através da diversão, chamar‑nos também para a atenção para coisas sérias, que é, no fundo, a maneira como nós vivemos em comum”.
“Precisamos de empatia e precisamos de perceber que somos seres humanos”, acrescentou, alertando que a compreensão mútua é um fator de aproximação entre as pessoas.
Sérgio Godinho: poemas e canções de intervenção
Seguro disse que foi ao recinto primeiro para ouvir a música de Sérgio Godinho, cuja obra admira: “Gosto muito da música do Sérgio Godinho e também dos seus poemas”.
Referiu ainda a relevância das canções de intervenção: “Têm sempre uma grande relevância. Porque nos chamam a atenção para aquilo que é o essencial. E os poemas tiram de nós o melhor que há no nosso interior”.
Entre as preferidas do repertório de Godinho, apontou “Soube‑me a pouco (Com um brilhozinho nos Olhos)” e “Casimiro”, esta última interpretada pelo próprio músico, concluindo com uma nota bem‑humorada: “cuidado com as imitações”.











