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O comércio de bens português registou em junho um aumento das vendas ao exterior, mas as importações cresceram a um ritmo bem superior, alargando assim o défice comercial, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados na sexta-feira. As exportações subiram 10% em termos homólogos, enquanto as importações aumentaram 19,6%.
Balança comercial: défice e variações
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Vendas ao exterior crescem 10% mas défice comercial piora
O INE aponta que o saldo da balança comercial de bens ficou negativo em 3.632 milhões de euros em junho. Esse valor representa um agravamento de 1.122 milhões de euros face a junho de 2025.

Em comparação com maio de 2026, as variações nominais homólogas de junho mostram uma aceleração das exportações (10,0% em junho contra 5,4% em maio) e uma recuperação significativa das importações (19,6% em junho contra -1,9% em maio).
Impacto das transações sem transferência de propriedade (TTE)
Ao excluir as transações sem transferência de propriedade — as chamadas TTE, relacionadas com trabalhos por encomenda — os fluxos mantêm o crescimento. As exportações aumentaram 11,0% e as importações 17,0% em termos homólogos.
Neste universo, o défice comercial foi de 3.440 milhões de euros, ou seja, ficou 824 milhões de euros mais negativo do que no mesmo mês do ano anterior. Em maio, com TTE excluídas, as variações homólogas tinham sido mais moderadas: +4,5% nas exportações e +4,7% nas importações.
Preços: índices de valor unitário
O índice de valor unitário das exportações manteve a tendência de subida observada nos meses recentes, com uma variação homóloga positiva de 4,9% (tinha sido +5,9% em maio de 2026 e -1,5% em junho de 2025).
Para as importações, o índice registou a terceira variação homóloga positiva consecutiva: +6,1% em junho, depois de +7,9% em maio de 2026 e de -2,1% em junho de 2025.
Em síntese, os números mostram que, apesar do crescimento das exportações, o aumento mais intenso das importações em junho foi o fator determinante para o alargamento do défice comercial reportado pelo INE.











