Dos festivais de verão ao outono nas arenas: os concertos que ainda faltam em 2026

Mostrar resumo Ocultar resumo


O Rock in Rio acabou em junho. E com ele veio aquela sensação familiar de que o melhor do ano já passou. Não passou. O que vem aí até dezembro tem nomes suficientes para encher conversas até à próxima primavera, e pelo menos três datas que vão ficar na memória de quem lá esteve.

Kanye West no Algarve: quinze anos de ausência e um bilhete a 500 euros

É a terceira vez que Ye atua em Portugal, depois do Cooljazz Fest em Oeiras em 2006 e do festival Sudowest na Zambujeira do Mar em 2011. Desta vez é diferente: o concerto no Estádio do Algarve a 7 de agosto é o primeiro fora do contexto de festival. Datas únicas, produção própria, sem partilhar cartaz com ninguém.

Mais de 20 mil bilhetes foram reclamados nas primeiras duas horas de pré-venda, com compradores registados em 40 países diferentes. Isso diz tudo sobre a escala do que está a acontecer ali em Faro. O álbum novo chama-se Bully e serve de mote à digressão europeia. A polémica em torno do artista é conhecida e não vamos fingir que não existe. Mas quem já viu um espetáculo de Ye sabe que palco e vida pessoal são duas coisas muito diferentes. As portas abrem às 19h e o espetáculo começa às 21h. Há bilhetes disponíveis em revendedores, e o seatpick agrega a oferta de várias plataformas num só lugar para quem quiser comparar preços antes de decidir.

The Weeknd em Lisboa com Playboi Carti: dois dias no Restelo

The Weeknd regressa a 5 e 6 de setembro ao Estádio do Restelo, na digressão “After Hours ‘Til Dawn”, com Playboi Carti a abrir as duas noites. A segunda data foi adicionada por pressão de procura, o que já tinha acontecido em várias cidades europeias da mesma tour. Esta é a quarta vez em Portugal, depois de 2012 no Primavera Sound, 2017 no NOS Alive e 2023 no Passeio Marítimo de Algés.

Quem foi em 2023 sabe o nível. Quem não foi vai perceber depressa porque é que esta tour se tornou num dos espetáculos mais comentados dos últimos anos. A digressão percorre os três álbuns da trilogia, After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow, e a produção visual é daquelas que transformam um concerto num evento. Os bilhetes para plateia em pé estão praticamente esgotados. Para bancada ainda há opções, mas não por muito tempo.

Evanescence e o regresso que ninguém esperava tão grande

Evanescence e o regresso que ninguém esperava tão grande Distrito Online

A 4 de outubro, os Evanescence atuam na MEO Arena com estreia de Poppy em Portugal e as Nova Twins como convidadas especiais. O concerto celebra Fallen, o álbum de 2003 que transformou “Bring Me to Life” e “My Immortal” em músicas que toda a gente conhece mesmo sem ter sido fã da banda. A produção inclui elementos visuais renovados e um alinhamento que mistura os clássicos com material mais recente, nomeadamente Afterlife, criada para a banda sonora de Devil May Cry.

Amy Lee tem uma das vozes mais difíceis de imitar no rock. Sempre foi assim, e continuar a encher arenas vinte anos depois sem depender de um festival por trás é prova disso. Bilhetes disponíveis entre 41 e 56 euros, com pacotes de merchandise incluído para quem quiser ir mais preparado.

Outubro e novembro: o que mais merece atenção

Placebo. Dois concertos em Portugal, a 28 de setembro no Super Bock Arena no Porto e a 29 no Campo Pequeno em Lisboa. É o concerto mais subestimado da agenda do outono. O catálogo aguenta muito bem o tempo, a produção cénica das últimas digressões tem sido elogiada, e o preço do bilhete fica muito abaixo do que se paga pelos nomes maiores. Para quem gostava deles nos anos 2000 e perdeu o rasto, esta é a melhor razão para voltar.

Laura Pausini passa pela MEO Arena a 22 de outubro. Djavan fecha o Misty Fest a 11 de outubro, também na MEO Arena. Brandi Carlile atua no Campo Pequeno a 1 de novembro. Este último é o nome menos óbvio do lote, mas quem o descobre ao vivo raramente fica indiferente.

Portugal já não é destino de segunda linha

Há dez anos, uma data portuguesa numa digressão grande era quase sempre a última a ser confirmada, espremida entre Madrid e Londres como paragem de conveniência. O que está a acontecer agora é diferente. Kanye West escolheu o Estádio do Algarve para o único concerto em Portugal de toda a digressão europeia. The Weeknd adicionou uma segunda data. Os Evanescence vieram em nome próprio.

Não é coincidência. É o resultado de uma procura interna que finalmente convenceu os promotores internacionais de que Portugal compensa. A dimensão do mercado mudou, a fidelidade do público também, e os números das pré-vendas já não deixam margem para dúvida. Tudo indica que não tem retorno.

Dê o seu feedback

5.0/5 baseado em 1 avaliação
ou deixe uma avaliação detalhada



Distrito Online é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário