Reclusos da Guarda expõem bastidores de espetáculo e desafiam estigmas

No próximo dia 30 de setembro, às 10h, o Café Concerto acolhe uma sessão gratuita que revela o percurso criativo do projeto Ar Livre e do espetáculo SUSTER. O encontro promete mostrar por que a aproximação entre criação artística e contexto prisional segue ocupando espaço no debate sobre cultura e reintegração.

Promovida pela Associação Cultural Terceira Pessoa em colaboração com o Estabelecimento Prisional da Guarda, a iniciativa envolveu reclusos e reclusas num processo coletivo de oficinas, ensaios e investigação artística. O trabalho culminou na apresentação pública de SUSTER, exibida a 29 de maio no Teatro Municipal da Guarda.

Oficina artística colaborativa entre equipa cultural e instituição prisional
Projeto desenvolvido pela Associação Cultural Terceira Pessoa em parceria com o Estabelecimento Prisional da Guarda.

O que será mostrado na sessão

A sessão de setembro não se limita a repetir o que já saiu em cena: pretende documentar e tornar visíveis as etapas que levaram ao espetáculo. Ao longo da manhã serão partilhados materiais e relatos sobre metodologias, desafios e aprendizagens construídas durante o projeto.

Data e hora 30 de setembro, 10:00
Local Café Concerto
Promotores Associação Cultural Terceira Pessoa; Estabelecimento Prisional da Guarda
Evento apresentado SUSTER — estreia pública em 29 de maio no Teatro Municipal da Guarda
Entrada Gratuita

Entre os elementos que serão partilhados estão testemunhos das pessoas que participaram, registos do processo criativo e explicações sobre as abordagens usadas pelos intervenientes artísticos. A organização também incluiu momentos de reflexão sobre como essas práticas se relacionam com a comunidade fora dos muros da prisão.

Registos do processo criativo e materiais de ensaio do espetáculo
Materiais e testemunhos documentam etapas da criação do SUSTER.

  • Relatos pessoais de participantes e facilitadores;
  • Exposições sobre as etapas de criação e ensaio;
  • Debate sobre aprendizagens e impacto do projeto;
  • Possibilidade de perguntas por parte do público presente.

Para quem acompanha políticas culturais e programas de reintegração, a sessão oferece uma oportunidade concreta de avaliar como iniciativas artísticas podem funcionar como espaços de expressão e de contacto entre instituições e sociedade. A transparência do processo — mostrar o que aconteceu antes da estreia — é, segundo os promotores, um dos objetivos centrais desta nova apresentação.

Não se trata apenas de ver um espetáculo: trata-se de entender as práticas que o sustentam e de ouvir diretamente quem participou da construção desse trabalho. Para a comunidade local, para investigadores e para profissionais de intervenção socioeducativa, a manhã de 30 de setembro pode fornecer pistas úteis sobre metodologias replicáveis e limites a considerar.

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