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Almada e a EPAL assinam esta semana um acordo para financiar um estudo que proponha alternativas ao atual abastecimento, depois das falhas que deixaram a Costa da Caparica sem água no verão. A iniciativa visa criar redundância no sistema e reduzir a dependência exclusiva de captações subterrâneas — uma resposta direta à fragilidade exposta nos últimos meses.
O que será decidido
O protocolo, subscrito pela Câmara Municipal de Almada (CMA), pela EPAL — Empresa Portuguesa das Águas Livres — e pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS), prevê a avaliação técnica de opções para reforçar o fornecimento.
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Estão em análise dois cenários de capacidade anual:
- 4–6 milhões de m³/ano — proposta de menor escala, com impacto mais rápido na redundância.
- 10–12 milhões de m³/ano — solução mais robusta, pensada para garantir reserva significativa e maior margem em períodos secos.
Além da definição da capacidade física do futuro sistema, o estudo abordará o regime tarifário, prazos de execução dos investimentos, duração contratual e os volumes anuais que Almada compraria.
Quem participa e o papel de cada entidade
A cerimónia de assinatura deverá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal, António Carmona.
Segundo a CMA, a EPAL compromete-se a suportar integralmente os custos do estudo e a mobilizar meios técnicos próprios ou equipas externas, caso necessário. Os relatórios finais serão entregues à Câmara e aos SMAS, que receberão também uma proposta contratual para eventual fornecimento.
Contexto e urgência
O abastecimento de Almada baseia-se, até agora, exclusivamente em captações do aquífero da Península de Setúbal. A sucessão de falhas entre julho e agosto, com forte impacto na Costa da Caparica e reações públicas, revelou a necessidade de alternativas.

O Governo já determinou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo Águas de Portugal apresentem um projeto em 120 dias, com opções que podem passar pela utilização de água da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo. A ministra especificou que a alternativa será complementar às captações subterrâneas e não um substituto.
Para a presidente da Câmara, Inês de Medeiros, o objetivo é reduzir a vulnerabilidade do sistema e aumentar a resiliência em face de pressões sobre as reservas subterrâneas e dos efeitos das alterações climáticas na recarga dos aquíferos.
O que muda para os moradores
- Maior segurança nas horas de pico e em períodos de seca, por via da criação de redundância.
- Possível alteração do tarifário, se for estabelecido um contrato de fornecimento que inclua custos de investimento e operação.
- Calendário de obras e implementação que será definido após a conclusão do estudo — decisões concretas só com base nos relatórios técnicos.
O próximo passo imediato será a assinatura do acordo, seguida da elaboração do estudo técnico pela EPAL. Os resultados e a proposta contratual deverão clarificar capacidades, prazos e impactos operacionais, permitindo aos decisores e à população avaliar opções com base em dados.











