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A peça Silêncios Inacabados, escrita por João Tuna e dirigida por Fernando Oliveira, estreia a 24 de janeiro no Clube Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, às 21h30. A estreia promete colocar o público frente a frente com as tensões e recuos de um casal que hesita entre o carinho e o receio de se entregar por completo.
Produzida pela Associação Cultural Equilíbrio Verbal, a montagem concentra-se numa ação contida, longe do ruído das cidades, num cenário que sublinha a claustrofobia emocional dos protagonistas. Em cena, Gonçalo de Morais e Joana Maurício exploram as fraturas e os silêncios que moldam uma relação em risco.
Elenco e equipa
A produção reúne nomes da cena contemporânea portuguesa e uma equipa focada no detalhe íntimo da narrativa. Direção de cena: Fernando Oliveira; texto: João Tuna; elenco principal: Gonçalo de Morais e Joana Maurício.
O que a peça propõe
Sem recorrer a grandes artifícios cénicos, a peça aposta na economia de gestos e palavras para tornar visível o que fica por dizer. O tema central é o confronto com o próprio fragilizar — não tanto pela falta de afeto, mas pela resistência a ceder completamente ao outro.
- Data: 24 de janeiro
- Hora: 21h30
- Local: Clube Vilafranquense, Vila Franca de Xira
- Autor: João Tuna
- Encenação: Fernando Oliveira
- Principais intérpretes: Gonçalo de Morais, Joana Maurício
- Temas: medo de amar, limites emocionais, o papel do não-dito
A atualidade da proposta reside na forma como a peça aborda a vulnerabilidade afetiva — assunto que, no pós-pandemia e num contexto de maior atenção à saúde mental, ganhou nova urgência. O espetáculo não dá respostas fáceis; antes, convida a observar como o silêncio e a auto-proteção corroem relações que, exteriormente, parecem intactas.
Em termos formais, espere uma encenação de tom contido e intensidade crescente, em que pequenas pausas e olhares assumem significado dramático. Para o público, a experiência tende a ser de proximidade: uma câmera lenta das emoções humanas, sem necessidade de grandes explosões cénicas.
A estreia marca um novo capítulo para a Associação Cultural Equilíbrio Verbal e propõe um espaço de reflexão sobre as complexidades do afeto contemporâneo — um convite a ouvir o que não é dito e a pensar nas consequências de nos protegermos demais do outro.












