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Andrew e Tristan Tate foram detidos em Miami por agentes federais norte-americanos no âmbito de um processo judicial sob segredo de justiça. As prisões acontecem enquanto os irmãos enfrentam acusações criminais no Reino Unido e investigações anteriores na Roménia — acusações que ambos negam.
Como e por que foram detidos
Os irmãos foram capturados por agentes dos US Marshals, disse o Departamento de Justiça dos EUA, que confirmou tratar‑se de detenções “no âmbito de um processo de extradição”. O DOJ acrescentou que as operações seguiram “os tratados e acordos de cooperação policial” aplicáveis às extradições.
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Fontes policiais indicam que Andrew e Tristan deverão comparecer numa corte federal em Miami na próxima semana, depois de um mandado emitido em processo atualmente sob segredo de justiça.
Acusações no Reino Unido e na Roménia
No Reino Unido, o Ministério Público e a polícia de Bedfordshire apresentaram um conjunto amplo de acusações. Segundo as autoridades britânicas, Andrew Tate responde a 42 cargos, entre os quais estão violação, tráfico de seres humanos, posse de imagens indecentes de criança e agressão. Tristan Tate enfrenta 17 acusações, incluindo agressão sexual, violação e tráfico de seres humanos.
Autoridades romenas também já tinham acusado os irmãos de tráfico e exploração sexual de mulheres em vários países, incluindo Roménia, Reino Unido e Estados Unidos. Ambos negaram repetidamente todas as imputações nesses processos.
Resposta dos representantes legais
Um advogado que representa os Tate afirmou que os irmãos são inocentes e criticou o pedido de extradição do Reino Unido. Joseph McBride afirmou que “existe um acordo de longa data entre os governos do Reino Unido e da Roménia segundo o qual o Reino Unido não pediria a extradição enquanto os processos romenos estivessem pendentes”.
McBride sustentou que esse entendimento existe para proteger a soberania judicial de cada país e que os processos romenos ainda decorrem.
Processos paralelos e civis
Além das acusações criminais, Andrew Tate enfrenta uma ação cível no Reino Unido movida por quatro mulheres que o acusam de violação. Um porta‑voz do influenciador disse anteriormente que o cliente “nega categoricamente estas acusações não provadas e que ainda não foram testadas em tribunal”.
Trajetória recente e reações públicas
Os irmãos deixaram a Roménia após as autoridades locais levantarem restrições de viagem e chegaram à Flórida em fevereiro de 2025. Na chegada, passaram a ser alvo de outra investigação criminal, anunciada pelo procurador‑geral da Flórida, James Uthmeier, através do gabinete do Ministério Público estadual.
Andrew Tate, figura pública conhecida por discursos polémicos sobre género e poder, já foi suspenso de várias plataformas de redes sociais e tem grande influência junto de jovens homens, segundo organizações que defendem os direitos das mulheres.
Declarações das autoridades
Karena Thomas, chefe‑adjunta da polícia de Bedfordshire, afirmou que “os agentes da nossa unidade de criminalidade grave têm trabalhado em estreita colaboração com o Ministério Público, bem como com entidades policiais nacionais e internacionais, no âmbito desta investigação complexa”.
Thomas também declarou que “não há lugar para a violência masculina contra mulheres e raparigas” e prometeu apoio contínuo às vítimas e investigação de todas as denúncias apresentadas.
Tentativa de reação pública dos Tate
Os irmãos já tinham criticado figuras políticas nos EUA antes das detenções. Andrew escreveu na rede social X: “Quando norte‑americanos injustamente presos no estrangeiro regressam a casa, vocês traem‑nos. É melhor apanharem‑me agora. Vamos a isso. Prendam‑me.”
Situação processual e próximos passos
Com processos em diferentes jurisdições — Reino Unido, Roménia e investigações nos EUA — o caso envolve múltiplas decisões sobre prioridades de extradição e competência. As detenções em Miami deverão ser seguidas por audiências federais que definirão o calendário legal para qualquer pedido de transferência entre países.
A CNN contactou o Ministério da Justiça romeno em busca de reação às prisões, mas até ao momento não houve resposta pública desse órgão, segundo as informações disponíveis.











