A 6 de abril de 2011, José Sócrates anunciava ao País que Portugal ia pedir ajuda externa, através de um acordo, o “Memorando de Atendimento” assinado há 4 anos atrás, recorde-se pelo PS o PSD e o CDS/PP.

Daí para cá, muitas medidas, alguns recuos, alguma movimentação de cadeiras (alguns ministros e secretários de estados demitidos) e muita contestação, associada à gravidade da situação económica e social decorrente da atual crise, à política de austeridade que está a arruinar o país, que continua a ser a receita para mais desemprego, menos direitos sociais, mais impostos, salários mais baixos, que diminuem cada vez mais a procura e remetem as famílias portuguesas para a exclusão social, a pobreza e a miséria, a par das notícias, entre outras, de que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho terá recebido pagamentos do grupo Tecnoforma (ainda por esclarecer), no valor de mais de 150 mil euros entre 1995 e 1998, quando era deputado, em regime de exclusividade, as dívidas à Segurança Social (recorde-se que o primeiro-ministro soube da dívida em 2012, mas não pagou nessa altura porque queria esperar até terminar o mandato à frente do governo, para não ser interpretado como um benefício particular), bem ainda, a existência de uma “lista VIP” na Autoridade Tributária, descredibilizam a classe política em que o povo português não se revê!

Como levar este país a sério, quando “alguns” da classe politica não percebem que devem servir e não servir-se?

Só um Primeiro-ministro cumpridor pode exigir do povo! Assim, parece-me correto que, não só, o Primeiro-ministro, como também, os restantes membros do Governo, devam agir em conformidade com os princípios da ética, tendo como base os efeitos dos seus procedimentos sobre a vida da população, devendo para o efeito traçar caminhos justos, prudentes e transparentes.

Credibilidade é uma condição que o governo português, a classe política, está cada vez mais distante. Por algum motivo será, naturalmente! De demagogia em demagogia temos um Presidente da República inativo, um governo desorientado entre mentiras e embrulhadas, marcado pelo descontrole, incompetência e o desejo de reeleição a qualquer preço.

No país dos endividados de que valem as medidas de austeridade cheias de nada? Tentar evitar um insuportável agravamento da crise económica à custa de um ataque a economia do povo português?! Quando o dinheiro do povo passou a rechear outros bolsos?

Só um trabalho empenhado e dedicado, daqueles que labutam em prol da defesa dos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos, no combate ao empobrecimento, pode mitigar todo este problema e aproximar os eleitos das populações. A força da CDU resulta deste envolvimento com a população.

A CDU está constituída para as próximas eleições legislativas, reforçada e pronta para ser o renascimento da esperança de uma vida melhor, porque o país precisa desta alternativa de esquerda que não aceita que o martírio do povo português seja o sucesso do país, que não admite que a Ministra das Finanças demonstre que os cofres do Estado estejam cheios da pobreza imposta ao povo português, que não admite que os cofres do Estado estejam cheios e que o Governo não pague o que deve às famílias portuguesas. Uma alternativa de esquerda que acabe de vez com esta política que está a empobrecer os portugueses a agravar as desigualdades sociais e a fragilizar as funções sociais do estado.

É com este espirito que a CDU foi constituída, trabalhar em coletivo, com confiança nas políticas alternativas que põem o bem-estar do povo a ditar o que é preciso fazer. Uma coligação que esteve sempre ao lado daqueles que se revoltaram contra as políticas de empobrecimento, que se indignaram quando viam o dinheiro deste país a ser canalizado para os grandes grupos económicos e para os juros de dívida, ou seja, as forças que integram a CDU estiveram sempre presentes. Trabalhar pelo benefício coletivo é o que de mais genuíno a CDU tem para dar a este País.

Chegou a hora de traçar um caminho alternativo, que muitos querem frear!

Compete-nos, a cada um de nós, contribuir para reforçar este projeto com dedicação e empenho no cumprimento das suas responsabilidades para forçar uma mudança e quebrar com este ciclo de alternância politica que já provou que não garante o bem-estar coletivo.

 

Jorge Taylor – Dirigente nacional de “Os Verdes” (Moita)

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