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Samora Correia aprovou a criação de um grupo de trabalho para definir e certificar um doce regional cuja receita ficará sob tutela da junta de freguesia — uma iniciativa que visa reforçar a identidade local e oferecer um produto oficial para turistas e residentes. O objetivo é concluir o processo durante o atual mandato, com prazo final fixado para setembro de 2027.
A proposta partiu do eleito João Borracha (AD), que defendeu a necessidade de a vila dispor de um **produto alimentar certificado** capaz de funcionar como cartão de visita gastronómico. Na reunião da assembleia de freguesia, Borracha salientou que a existência de um doce emblemático facilitaria a promoção do território e criaria um símbolo com origem em Samora Correia.
Como funcionará o processo
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Foi aprovado por unanimidade o estabelecimento de um regulamento para a escolha de um prato e de um doce típicos. O novo grupo de trabalho terá a missão de elaborar as normas da competição, acompanhar a eventual certificação e garantir que a receita vencedora passe a ser propriedade da junta. O autor ou a pastelaria vencedora conservará o reconhecimento público pela criação.

O presidente da junta, Jorge Paiva, mostrou apoio à ideia e expressou vontade de ver o processo concluído ainda no mandato em curso. Paiva apontou como exemplos de produtos locais existentes os chamados cabrestos — com tradição na região — e os “campinos”, uma proposta mais recente lançada pela Pastelaria Sonho, que poderão integrar a discussão.
Para além da escolha do doce, a iniciativa prevê recuperar outras referências gastronómicas locais. João Borracha citou a necessidade de valorizar a Sopa de Corno do Mestre André e lembrou projetos culinários que, ao longo dos anos, perderam visibilidade.
Composição e prazos
| Elemento | Função | Prazo |
|---|---|---|
| João Borracha (AD) | Coordenador do grupo | Setembro de 2027 (conclusão dos trabalhos) |
| Jorge Paiva | Presidente da junta — acompanhamento executivo | |
| José Rodrigues (Chega) | Representante da bancada | |
| Leonardo Guerra (PS) | Representante da bancada | |
| Elemento da CDU | Representante a designar |
A assembleia definiu que o grupo terá representantes de cada bancada política e responsabilidades claras: elaborar o regulamento, supervisionar concursos, acompanhar processos de certificação e decidir os critérios de seleção.
- Propriedade da receita: a fórmula vencedora ficará depositada na junta de freguesia.
- Reconhecimento: o autor ou estabelecimento vencedor terá o seu nome associado à criação.
- Promoção: o doce certificado será usado como elemento de divulgação turística e cultural.
Além do impacto simbólico, a medida tem implicações práticas: pode estimular a economia local, criar oportunidades para pastelarias e articular estratégias de marketing territorial. Se bem gerida, a certificação pode transformar um produto tradicional numa marca reconhecida, com benefícios para produtores, comércio e serviços.
Os próximos meses vão focar-se na redação do regulamento e na seleção dos critérios técnicos e culturais que definirão o vencedor. A iniciativa surge num momento em que muitos municípios procuram formas de valorizar patrimónios imateriais e fortalecer economias locais através da gastronomia.
Contactos oficiais da junta indicaram que a elaboração do calendário de concursos e os critérios específicos serão divulgados assim que o grupo iniciar os trabalhos, sob coordenação de João Borracha.











