Sismo 2,4 no Pico: abalo breve preocupa moradores

Um tremor de magnitude 2,4 foi sentido na ilha do Pico na noite desta sexta-feira, acompanhado de registo sísmico pelas redes oficiais e pela subida do nível de alerta vulcânico na área canal Faial–Pico. O episódio confirma a persistência de atividade de baixa magnitude naquela faixa entre ilhas e mantém as autoridades em vigilância.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) refere que o abalo ocorreu às 21h51 locais — 22h51 em Lisboa — com epicentro situado cerca de cinco quilómetros a norte da vila da Madalena, na ilha do Pico.

Além do CIVISA, as estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores, geridas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), também registaram o evento.

Segundo a agência regional, a intensidade máxima sentida em Madalena foi classificada como **III** na escala de Mercalli Modificada. Na prática, esse grau corresponde a um abalo fraco: sentido no interior de edifícios, com os objetos pendentes a oscilar e uma sensação comparável à passagem de veículos pesados.

  • Magnitude: 2,4 (escala de Richter)
  • Hora: 21h51 locais / 22h51 (Lisboa)
  • Epicentro: ~5 km a norte da Madalena (ilha do Pico)
  • Intensidade: III (escala de Mercalli Modificada)
  • Registos: CIVISA e rede sísmica do IPMA
  • Alerta vulcânico: V1 no canal Faial–Pico

Para contextualizar, a escala de Richter quantifica a energia libertada por um sismo e é usada para classificar magnitudes (por exemplo, valores inferiores a 2,0 são considerados micro, 2,0–2,9 muito pequenos, 3,0–3,9 pequenos, e assim por diante). A escala de Mercalli descreve o efeito do tremor sobre pessoas, estruturas e objetos, mostrando como o mesmo sismo pode ser percebido de forma diferente conforme a proximidade e as condições locais.

O CIVISA recorda que, ainda este mês, elevou o nível de alerta vulcânico no canal Faial–Pico para V1 — definido como “sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável” — depois de detectar um aumento de sismicidade localizada ao longo de uma linha estrutural com direção NE–SW.

De acordo com o organismo, essa atividade concentra-se desde a zona oeste da Madalena até ao norte do Lagido e inclui o Sistema Vulcânico Submarino do Cachorro, com profundidades que variam desde cerca de 13 quilómetros até perto da superfície. Foi esse padrão de eventos de baixa magnitude que motivou a alteração do alerta, que no final de abril tinha regressado a V0.

O sistema de alertas do CIVISA contempla oito níveis, do V0 (repouso) ao V7 (erupção magmática ou hidromagmática em curso). O atual patamar V1 implica maior monitorização e análise contínua dos parâmetros sísmicos e geofísicos, sem, porém, indicar obrigatoriamente uma erupção iminente.

Para a população local, as recomendações são as habituais: manter-se informada através dos canais oficiais do CIVISA e do IPMA, seguir orientações das autoridades de proteção civil e reportar qualquer movimento de terreno, cheiro incomum ou atividade sísmica mais intensa. As autoridades continuarão a acompanhar a evolução e a publicar atualizações sempre que se justifique.

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