Mostrar resumo Ocultar resumo
Pedro Santana Lopes regressou hoje ao PSD como militante, em noite marcada pelo encerramento do Congresso do partido em Anadia. O anúncio foi feito por Miguel Albuquerque no Velódromo Nacional de Sangalhos, pouco antes da meia-noite.
Regresso anunciado no Congresso
Ao chegar ao recinto, Santana Lopes sentou-se entre o presidente do PSD, Luís Montenegro, e o secretário-geral, Hugo Soares. Miguel Albuquerque saudou publicamente o seu retorno e desejou-lhe boas-vindas em nome dos participantes.
Portugal amplia constelação satelital: Força Aérea recebe dois novos satélites
Novas regras do SNS ameaçam turnos críticos: tarefeiros alertam para menos contratações
O momento foi registado durante a sessão final do congresso, numa intervenção em que Albuquerque pediu que Santana Lopes continue a contribuir para o partido e para o país.
Trajetória política
Pedro Santana Lopes foi militante do PSD entre 1976 e 2018. Nesse ano, saiu do partido após perder a eleição interna para a liderança frente a Rui Rio e fundou o partido Aliança, do qual mais tarde também se desvinculou.
Entre 2004 e 2005 liderou o PSD e chefiou o Governo, assumindo a presidência do partido depois da saída de José Manuel Durão Barroso para a Comissão Europeia. A dissolução do Parlamento pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, antecedeu as legislativas de 2005, que o PSD perdeu para o PS de José Sócrates, que obteve maioria absoluta.
Ao longo da carreira, Santana Lopes ocupou cargos locais e centrais. Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa e, mais recentemente, voltou a liderar a Câmara Municipal da Figueira da Foz — eleito como independente em 2021 e reeleito em 2025 numa lista de coligação com PSD e CDS‑PP.
No plano governamental, exerceu funções de secretário de Estado durante o Governo de Aníbal Cavaco Silva, primeiro na Presidência do Conselho de Ministros e depois como secretário de Estado da Cultura.
O regresso formal ao PSD põe fim a um hiato de cinco anos como militante e marca um reencontro público entre Santana Lopes e os órgãos dirigentes do partido. As repercussões internas e políticas do movimento serão acompanhadas nos próximos dias pelo próprio partido e por analistas.












