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Os preços dos combustíveis em Portugal deverão recuar já na próxima semana, com a gasolina a perder cerca de 6 cêntimos por litro e o gasóleo a cair em torno de 11 cêntimos, segundo uma fonte da Anarec ouvida pela CNN Portugal. A alteração nas bombas acompanha a retração do petróleo nos mercados internacionais após um acordo entre Irão e Estados Unidos.
Queda prevista nas bombas
Fonte da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) disse à CNN Portugal que os ajustes nos preços deverão refletir-se nos próximos dias. O diferencial anunciado aponta para uma descida mais forte no gasóleo do que na gasolina.
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Para os consumidores, isso significa um alívio imediato nas despesas com combustível, embora a magnitude final dependa da decisão de cada posto e dos custos locais.
Mercados internacionais em baixa
O petróleo bruto registou quedas expressivas antes da abertura das bolsas europeias. O Brent, referência europeia, caiu cerca de 3%, situando‑se em 77,1 dólares por barril.
Mais tarde, às 06:25 (07:25 em Lisboa), o crude estava em 77,15 dólares por barril — o nível mais baixo desde o início de março —, uma descida de 3,02%. O petróleo WTI, referência norte‑americana, também recuou cerca de 3,2%, para aproximadamente 74,3 dólares por barril.
O que motivou o recuo
A pressão vendedora sobre o petróleo surge após a confirmação de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente. A notícia foi anunciada pelas partes envolvidas e mencionada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O primeiro‑ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o memorando entra em vigor imediatamente. Segundo ele, o Irão reabrirá o Estreito de Ormuz e os Estados Unidos irão suspender o bloqueio naval, medidas que reduzem riscos logísticos no transporte de crude.
Implicações práticas
Menos tensão nas rotas de navegação e uma perceção de menor risco geopolítico tendem a pressionar para baixo os preços do petróleo. Esse efeito traduz‑se, com algum desfasamento, nas cotações de referência e, finalmente, nas bombas.
Resta saber como as flutuações internacionais serão transferidas para o consumidor final, já que variações fiscais, margens dos postos e custos de distribuição também influenciam o preço final.











