Santo André: Salgo revive sabores costeiros do Alentejo

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Inaugurado oficialmente a 20 de junho, um novo restaurante em Santo André aposta na cozinha local como cartão de visita — e já transforma a oferta gastronómica da vila junto à lagoa. A proposta do Salgo, no interior do Amarello Hotel Praia Santo André (do grupo Hilton), mistura produtos do Atlântico e da Lagoa com técnicas mediterrânicas e atenção ao produtor regional.

O projeto é liderado pelo chef Pedro Lisboa, 27 anos, natural do Porto, que assumiu a cozinha há cerca de um ano e vinha a desenvolver o conceito com a equipa do hotel antes da abertura. A ideia central foi simples: trabalhar o que a região oferece e traduzir isso num menu que dialogue com moradores e visitantes.

Uma cozinha orientada para o território

O nome do restaurante nasce da junção entre “sal” e “lagoa”, uma metáfora direta para a filosofia do espaço — mar e água doce como fontes principais de insumo. Segundo a equipa, cerca de 85% dos ingredientes utilizados provêm de fornecedores locais: hortícolas de produtores de Santo André, pescado de uma peixeira da vila e carne de um talho da região.

Para o chef, trabalhar com pequenos fornecedores vai além da qualidade do produto: implica relações de confiança e uma resposta mais rápida em situações críticas — algo que, garante, faz diferença na gestão diária da cozinha.

Lisboa já traz passagens pelo Douro e pelo Algarve e conta que a escolha pela gastronomia começou cedo, aos 16 anos, numa copa de restaurante no Porto. A experiência em cruzeiros fluviais franceses no Douro, mais tarde, e a vivência em hotéis algarvios ajudaram-no a consolidar técnica e visão antes de se fixar em Santo André.

O que encontrar no menu

O Salgo apresenta pratos pensados para valorizar a sazonalidade e os métodos tradicionais da região, com pequenos apontamentos contemporâneos. Entre as opções em destaque estão entradas e pratos para partilhar, grelhados e propostas de fileira do mar.

  • Exemplos do menu: lulas grelhadas com azeite aromatizado (c. 18€); pica-pau de atum com pickles caseiros (c. 15€); vitela desfiada com puré (c. 45€); croquetes de choco (c. 7€); porco com amêijoas e migas de tomate (c. 21€); bife da vazia com poejo (c. 26€); polvo à lagareiro (c. 25€).
  • Doces: a tarte Salgo é a sobremesa de assinatura (c. 8€), acompanhada por arroz doce, pêra assada com crosta de sal e propostas de fruta da época.

Os preços indicados refletem a aposta num serviço casual de qualidade, com um consumo médio estimado entre 30€ e 50€ por pessoa.

Impacto local e ambições

Além de ser um novo ponto de restauração para quem visita a Lagoa de Santo André, o Salgo quer funcionar como um espaço de convívio para os residentes. O chef afirma esperar que o restaurante se torne “um ponto de encontro” onde se homenageiem sabores e histórias locais.

Para quem procura experiências gastronómicas com foco em sustentabilidade regional, a abertura reforça uma tendência crescente: hotéis e restaurantes que privilegiam cadeias de abastecimento curtas e relações diretas com produtores.

Ficha prática

  • Nome: Salgo (Amarello Hotel Praia Santo André)
  • Morada: Rua do Hotel, 7500-016 Vila Nova de Santo André
  • Contactos: (+351) 912 521 965
  • Horário: Todos os dias, das 12h30 às 22h30
  • Tipo de cozinha: Alentejana com influências mediterrânicas
  • Preço médio: 30€–50€
  • Mais: localização a poucos metros da Lagoa de Santo André; forte aposta em fornecedores locais

Quem planeia uma visita à região encontra agora uma alternativa que combina produto local e abordagem contemporânea — uma abertura relevante para o turismo gastronómico do concelho de Santiago do Cacém e para os produtores da zona.

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