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Luís Montenegro revelou este sábado os nomes que propõe para os órgãos nacionais do PSD, durante o 43.º Congresso do partido, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro). As escolhas incluem figuras da direção atual e líderes locais, e serão sujeitas a votação pelos delegados no encerramento do congresso.
Quem entra e quem mantém cargos
Entre as novidades estão o eurodeputado Sebastião Bugalho e os presidentes das câmaras de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte, apontados por Montenegro para vice-presidências do partido. Além disso, Bugalho ficará também com a função de porta‑voz do PSD.
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Sebastião Bugalho, Carlos Moedas e Pedro Duarte integram a nova equipa de vice-presidências do PSD
Hugo Soares conserva o posto de secretário‑geral, segundo anunciou o presidente do partido durante a intervenção no congresso.
Composição da comissão permanente e da direção
No núcleo mais restrito da direção — a comissão permanente — mantêm‑se como vice‑presidentes Leonor Beleza (na posição de primeira vice), Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho.
Na lista de vogais proposta por Montenegro figuram nomes já presentes na estrutura: Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro e Joaquim Miranda Sarmento, bem como Fermelinda Carvalho, Helena Teodósio, Germana Rocha e Filomena Sintra.
Saídas e redistribuições
Algumas mudanças de funções também foram anunciadas. Deixam as vice‑presidências Carlos Coelho — que passará a liderar o Instituto Sá Carneiro —, Lucinda Dâmaso e Rui Rocha, sendo que este último continuará com um lugar como vogal da direção.
O antigo ministro Pedro Reis sai da direção, mas integra a lista de direção ao Conselho Nacional.
Posicionamento político e justificações
Montenegro defendeu que as listas reflectem a vontade da militância e o direito dos delegados a confirmarem essas escolhas. Nas suas palavras: “Creio que estão reunidas as condições para que todos os delegados possam exercer o seu direito de voto e confirmar que as escolhas do presidente do partido correspondem a uma vontade largamente maioritária da nossa militância”.
O líder do PSD reiterou ainda a intenção de distinguir, na composição da direção, a “capacidade militante da governação do país”, explicando que os ministros terão assento apenas na direção alargada.
Sobre cargos autárquicos, Montenegro propôs a continuidade de Pedro Alves como coordenador autárquico, destacando os resultados de 2025 quando, segundo ele, o partido recuperou a maioria das câmaras.
Em tom leve, Montenegro fez um comentário sobre a equipa: “Eu esqueci‑me do secretário‑geral, que não mudou, é o Hugo Soares”.
Próximos passos
As listas apresentadas serão submetidas a votação dos delegados no domingo, quando se procede à eleição dos novos órgãos nacionais do PSD.












