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O líder do Chega exigiu esta segunda-feira medidas imediatas do Governo para resolver os problemas na correção de exames, propondo soluções práticas em vez de pedir, por agora, a demissão do ministro da Educação. André Ventura responsabilizou o Executivo pela situação e pediu prioridade na reparação dos prejuízos para alunos, famílias e professores.
Principais pedidos
Após reunir-se na sede do partido com deputados e assessores responsáveis pela área da Educação, Ventura apresentou um conjunto de medidas que, segundo ele, devem ser adotadas sem demora. Defendeu intervenções dirigidas a agilizar reapreciações e a minimizar o impacto nas candidaturas ao ensino superior.
Ventura exige medidas urgentes: força‑tarefa e isenção nas reapreciações dos exames
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- Criação de uma task force conjunta, com representantes de vários sectores, para gerir e acelerar pedidos de reapreciação.
- Isenção da taxa de 25 euros para reapreciação de exames — medida que classificou como “uma questão ética e moral”.
- Alargamento dos prazos para a primeira fase de acesso ao ensino superior, por considerar injusto manter os prazos quando ocorreram falhas no processo.
- Esclarecimento sobre a época especial de candidatura à segunda fase anunciada pelo Governo, que Ventura disse estar pouco clara.
Responsabilidade política e críticas ao processo
Ventura atribuiu a responsabilidade principal ao ministro Fernando Alexandre, afirmando que o foco imediato deve ser a resolução dos problemas causados aos alunos e profissionais da educação. Questionado sobre uma eventual demissão do ministro, disse preferir que quem originou a falha assuma e repare antes de qualquer saída.
Sem contestar a digitalização dos exames em si, o líder do Chega criticou o Governo por ter avançado apesar de alertas resultantes de um teste piloto no ano anterior. Considerou o caso um dos mais problemáticos levados a cabo pelo Executivo no setor da educação e lamentou a ausência de uma resposta clara e justificativa por parte do ministro.
Investigação parlamentar e sentido de urgência
Quanto à proposta de inquérito parlamentar apresentada pelo BE, Ventura não excluiu o apoio do Chega, mas sublinhou que uma investigação que, nas suas palavras, “só pode começar em outubro ou novembro” não resolve as necessidades imediatas dos afetados.
Ao insistir na criação de uma equipa de trabalho para tratar milhares de pedidos de reapreciação, o líder do partido enquadrou a reivindicação como uma resposta prática à situação e não apenas como um gesto político.











