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A XII Bienal de Coruche — Percursos com Arte arranca este ano com o tema “Conexões”, numa proposta que promete reforçar a arte contemporânea como espaço de encontro e diálogo entre criadores e comunidades. A escolha do curador e a ênfase no território colocam a mostra no centro das atenções culturais da região.
O curador e o seu percurso
O responsável pela curadoria é João Maria Ferreira, artista natural de Santarém que reúne formação académica e experiência internacional. Formado em Pintura e com mestrado em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, concluiu em 2022 um Master of Arts em Pintura pelo Camberwell College of Arts, em Londres.
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Para além da prática artística, João Maria desenvolve atividades no ensino do desenho e da pintura e tem colaborado em projectos culturais ao longo do distrito de Santarém. É também o impulsionador da Residência Artística de Santarém (RAS), um programa realizado em parceria com o Centro Cultural Regional de Santarém que integra investigação, produção e contactos com públicos locais.
O foco curatorial: ligações e territórios
Sob a sua coordenação, a Bienal pretende articular várias frentes: intervenções expositivas, programas de mediação e iniciativas em espaço público. A ideia central é transformar a mostra num lugar de troca, onde a relação entre obra, artista e comunidade se torne visível e ativa.
Isso significa promover processos de trabalho abertos — residências, oficinas e conversas públicas — em que a criação está ligada ao contexto social e geográfico do concelho. A proposta valoriza tanto artistas locais como convidados, buscando cruzar olhares e práticas distintas.
- Promover diálogo entre criadores e moradores através de ações programadas
- Apoiar produção artística com residências e ateliers temporários
- Ativar espaços urbanos e culturais com intervenções públicas
- Oferecer actividades educativas para escolas e público diverso
- Gerar oportunidades de visibilidade e parcerias para a região
A relevância da edição vai além do circuito expositivo: ao fomentar redes e parcerias, a Bienal pode reforçar o tecido cultural local e atrair atenção nacional para iniciativas que dialoguem com a paisagem e a memória do território.
Nos próximos meses espera-se a divulgação do programa completo, com calendário de actividades e lista de participantes. Até lá, a curadoria de João Maria Ferreira anuncia um foco claro numa arte que procura conexão — entre processos criativos, comunidades e lugares — e coloca Coruche como palco de reflexão e partilha.












