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A edição deste ano da Feira Nacional da Cebola (FRIMOR), em Rio Maior, juntou tradição e renovação durante seis dias intensos de animação, negócios e promoção do concelho. A organização realçou a ampliação de áreas dedicadas ao artesanato, ao setor agroalimentar e à restauração — um sinal claro de que o certame procura adaptar-se sem perder a sua identidade agrícola.
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A FRIMOR celebra mais de três séculos de realização. Para o presidente da Câmara, Filipe Santana Dias, essa longevidade cria um dever público: gerir uma tradição com respeito, mas também com visão prática para o presente.

Em declarações na inauguração, o autarca insistiu que a responsabilidade é manter a relevância do evento para as comunidades locais e para as novas gerações, sem transformar a feira numa simples atração turística desligada das suas raízes.
Também o vereador Miguel Santos referiu a necessidade de conciliar memória e inovação: reforçar a ligação ao campo e aos agricultores, ao mesmo tempo que se melhoram condições e ofertas para visitantes e expositores.
O que mudou na edição de 2026
- Mais espaços de artesanato, com novas bancas e oferta diversificada;
- Incremento de expositores do setor agroalimentar, aproximando produtores e consumidores;
- Ampliação da zona de restauração, com propostas que valorizam produtos locais;
- Seis dias de programação com atividades que combinaram lazer e oportunidades de negócio.
Essas alterações não foram apenas estéticas: visam fortalecer a cadeia de valor local, dar visibilidade aos produtores e atrair públicos variados que impulsionam a economia do concelho.
Ao mesmo tempo, a cebola e os agricultores continuaram a ocupar o papel central nas cerimónias e exposições. Filipe Santana Dias destacou o trabalho dos ceboleiros como elemento fundador da feira e advertiu para o risco de esquecer a origem do evento se a modernização não for acompanhada de reconhecimento aos produtores.
A mensagem política é clara: preservar a feira não equivale a congelá-la no tempo. É preciso «dar condições para que viva hoje e siga para as próximas gerações», nas palavras do presidente da Câmara, adaptando oferta e infraestrutura sem apagar a sua essência.
Para Rio Maior, a FRIMOR funciona como barómetro económico e cultural. Além de atrair visitantes, cria oportunidades de mercado para pequenos produtores, estimula o turismo local e reforça circuitos de consumo de produtos regionais.
Os próximos passos, segundo a autarquia, passam por manter este equilíbrio entre tradição e inovação, escutar os agentes do setor e continuar a apostar em formatos que valorizem tanto a memória como as necessidades contemporâneas dos produtores e da comunidade.











