Freixianda voltou a ser ponto de encontro em agosto com a realização da 10.ª Festa do Emigrante, evento que mistura reencontros familiares e recolha de fundos para a secção local dos bombeiros. A iniciativa mantém-se como um dos momentos mais esperados da vila e ganha cada vez mais peso no calendário de regresso dos portugueses que vivem no estrangeiro.
A organização coube à Liga de Amigos da Secção da Freixianda dos Bombeiros Voluntários de Ourém em parceria com a própria secção local. Segundo o presidente da Liga, Jorge Santos, a festa nasceu do desejo de um grupo de bombeiros de criar um espaço que acolhesse a numerosa comunidade emigrante e, ao mesmo tempo, gerasse receitas para reforçar instalações e equipamento.
Ao longo de uma década a iniciativa foi crescendo e hoje já é vista como uma obrigação de Agosto para muitos regressos. A ligação à emigração é concreta: uma grande parte das famílias da região tem parentes a residir em países como França, Estados Unidos, Canadá e Luxemburgo.
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Para a segunda edição consecutiva o encontro aconteceu no Largo Juvêncio Figueiredo, no centro da vila, mantendo o foco solidário. A autarquia já salientou, em anos anteriores, que as verbas angariadas contribuem diretamente para a manutenção das instalações, aquisição de material e melhor apoio ao bem-estar dos bombeiros.
Destaques da festa
- Gastronomia: serviço de restaurante no Mercado do Peixe e várias tasquinhas regionais;
- Artesanato: bancas com produtos locais e trabalhos manuais;
- Animação musical: atuação inicial da banda PA3, espectáculo “Carnivale Tour” dos Função Públika e noite prolongada com o DJ Saint;
- Ambiente: reencontros familiares, intercâmbio entre residentes e emigrantes e iniciativas de apoio à secção dos bombeiros.
A programação combinou referências tradicionais e propostas mais contemporâneas, o que ajudou a manter a festa ativa ao longo do dia e durante a madrugada. Muitos participantes destacaram o impacto social do encontro: além da festa, trata-se de um momento para avaliar necessidades e fortalecer redes de apoio locais.
O papel da Festa do Emigrante vai além do convívio: traduz-se em apoio direto ao funcionamento dos bombeiros voluntários, uma componente essencial para a segurança da comunidade. Manter o evento vivo implica garantir recursos que, na prática, podem significar melhor resposta a incêndios e a outras ocorrências.
Nos próximos anos, a expectativa é que a iniciativa continue a servir de ligação entre quem vive fora e a terra natal, ao mesmo tempo que assegura financiamento e visibilidade para a secção da Freixianda. Para muitos, Agosto já não é apenas férias — é a oportunidade anual de reencontrar a comunidade e reforçar compromissos cívicos.












