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O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal atualizou hoje o número de vítimas portuguesas do abalo sísmico de 24 de junho na Venezuela: 135 mortos e 11 desaparecidos. A revisão confirma o impacto direto sobre famílias lusas e lusodescendentes e mantém a atenção nas operações consulares e de busca.
Dados oficiais e alteração no balanço
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Segundo o MNE, entre as 135 vítimas contabilizadas estão 107 adultos e 28 menores. Destes, 115 tinham também a nacionalidade venezuelana, o que complica procedimentos de identificação e repatriamento.
O novo balanço corrigiu em relação ao anterior: subiu de 134 para 135 óbitos e o número de desaparecidos baixou de 12 para 11. As autoridades portuguesas mantêm vigilância sobre casos não esclarecidos.
- Mortos portugueses e lusodescendentes: 135
- Desaparecidos: 11
- Adultos entre os mortos: 107
- Menores entre os mortos: 28
- Mortes totais na Venezuela (dados oficiais): 5.546
- Feridos na Venezuela: 16.740
- Desalojados: 17.907
O que aconteceu em 24 de junho
Naquele dia, dois fortes tremores atingiram o norte venezuelano, com magnitudes registadas em 7,2 e 7,5. As ocorrências foram separadas por menos de um minuto e localizadas a cerca de 200 km de Caracas, seguidas por centenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

As áreas costeiras, incluindo o estado de La Guaira, foram as mais afetadas, com colapsos de edifícios, deslocamento de comunidades e uma resposta de emergência imediata.
Resposta internacional e implicações para cidadãos
Equipes de busca e salvamento de vários países, entre eles Portugal e outros Estados da União Europeia, foram mobilizadas para apoiar as operações locais. No terreno, a presença de pessoal estrangeiro visa acelerar o resgate e ajudar na triagem de feridos.

Para famílias com ligações portuguesas, a combinação de dupla nacionalidade e destruição de registos complica processos legais e de repatriamento. As autoridades consulares têm priorizado identificação, assistência psicológica e coordenação logística para eventual transporte de corpos e apoio a sobreviventes.
Por que esta atualização importa hoje
A correção nos números mostra que o trabalho de registo e identificação continua em curso e que o impacto humano ainda está a ser apurado. Para a comunidade portuguesa — tanto na Venezuela quanto em Portugal — a atualização modifica ações práticas: pedidos de informação, processos de ajuda humanitária e decisões sobre repatriação.
A recuperação será longa: além do socorro imediato, despesas com reconstrução, apoio a famílias e acompanhamento médico e psicológico tendem a persistir durante meses ou anos.
As autoridades portuguesas mantêm as comunicações abertas e aconselham contato com os canais oficiais do MNE para esclarecimentos sobre familiares desaparecidos ou para obter orientação sobre procedimentos administrativos.











