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Um homem detido no seguimento do desacato ocorrido na Baixa de Lisboa, durante o qual uma turista foi baleada, ficou obrigado a apresentar-se no posto policial duas vezes por semana, segundo a PSP. O caso continua a ser investigado e originou também uma reação crítica do presidente da Câmara de Lisboa.
Detenção e medida de coação
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A Polícia de Segurança Pública informou que o suspeito foi detido por mandado fora de flagrante delito num processo anterior de violência doméstica e levado a primeiro interrogatório judicial. O juiz decidiu aplicar a medida de apresentações bissemanais no posto da área de residência.

Segundo a PSP, a identificação do homem resultou da análise de imagens de videovigilância e depoimentos de testemunhas que assistiram ao incidente. Dois envolvidos teriam fugido numa viatura após o desacato; um deles foi detido no âmbito do mandado referido, enquanto as autoridades prosseguem a identificação de outros possíveis intervenientes.
Investigação e estado da vítima
A polícia explicou que a turista terá sido atingida por uma bala perdida durante uma altercação entre dois grupos ligados à venda de louro prensado, quando um dos envolvidos disparou uma arma de fogo. No local foi recolhido apenas um invólucro.
A vítima, descrita como uma turista sueca de cerca de 40 anos, sofreu um ferimento com a bala alojada na zona do tórax. Foi transportada para o Hospital de São José, operada e encontra-se, segundo a PSP, “fora de perigo”.
Sobre o detido, a polícia afirmou: “Temos fortes suspeitas de que esteve envolvido e estamos ainda a apurar qual foi o envolvimento”. As diligências para esclarecer o grau de participação de cada pessoa ligada ao desacato continuam em curso.
Reforço do policiamento
Na sequência do episódio, o Ministério da Administração Interna comunicou que a PSP e a Polícia Municipal vão intensificar o policiamento e a fiscalização de atividades ilícitas na Baixa e noutras zonas turísticas de Lisboa. A medida visa reduzir situações de conflito e aumentar a sensação de segurança entre residentes e visitantes.

Reação do presidente da Câmara
Carlos Moedas (PSD) criticou duramente a libertação do suspeito sob apresentações bissemanais, considerando a decisão “inaceitável”. Numa publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara afirmou: “É inaceitável esta decisão! Além do exemplo socialmente reprovável que se transmite é também um sinal de falta de autoridade para as nossas forças de segurança”.
Moedas acrescentou: “Como presidente da capital de Portugal, repudio em absoluto terem libertado um criminoso! Não é só a imagem de Lisboa que fica em causa. É a imagem de Portugal!”











