Processos fiscais contra a EDP atingem 1,43 mil milhões de euros entre Portugal e EUA

Mostrar resumo Ocultar resumo


A EDP enfrenta notificações fiscais que somam 1,431 mil milhões de euros em vários países, revela o Jornal de Notícias. O caso mais expressivo está ligado à venda de seis barragens em 2020 e continua a provocar litígios entre a elétrica e o Fisco.

O negócio no centro da disputa

Em 2020, a EDP alienou a concessão de seis barragens à Movhera, sociedade do grupo francês Engie, numa operação avaliada em 2,2 mil milhões de euros. Das divergências fiscais que seguiram, a mais relevante envolve uma liquidação de 335,2 milhões de euros.

Barragem de energia hidroelétrica com água represada
A venda de seis barragens à Movhera em 2020 gerou a principal disputa fiscal.

Esse negócio chegou a ser escrutinado por suspeitas de transferência irregular de concessões e foi alvo de investigação criminal. Apesar disso, o Ministério Público considerou que não houve indícios de fraude fiscal nem de prática fiscalmente abusiva.

Relatório da Autoridade Tributária e a resposta da EDP

No final de abril, a Autoridade Tributária remeteu à EDP um relatório de inspeção sobre a operação. O documento propõe correções relativas ao IRC e ao imposto do selo.

A elétrica contesta as conclusões. Diz que a metodologia aplicada pelo Fisco carece de respaldo legal e rejeita as liquidações sugeridas. A empresa também declarou que não efetuará pagamentos enquanto a matéria não for decidida em sede judicial.

Resultados recentes e outras contingências

Nos primeiros seis meses deste ano, a EDP registou lucros de 732 milhões de euros. Ainda assim, mantém a posição de contestar as liquidações antes de qualquer pagamento.

Além do caso ligado às barragens, há outra contingência apontada em Portugal: cerca de 179 milhões de euros, acrescida de juros de mora, relativa a liquidações de IRC dos anos de 2005 e 2006.

O quadro hoje

Embora a investigação criminal tenha sido arquivada sem indícios de ilícito, o conflito tributário prossegue entre a elétrica e as autoridades fiscais. A disputa deverá seguir para instâncias judiciais, onde a EDP pretende ver esclarecida a questão antes de proceder a qualquer pagamento.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Distrito Online é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário