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No primeiro dia de descanso da Volta a Espanha, o espanhol Enric Mas disse que prefere viver o momento com tranquilidade: veste a camisola vermelha, aproveita o papel de líder e evita antecipar emoções que possam transformar a corrida em ansiedade. A declaração chega com a prova prestes a entrar na segunda semana, quando as etapas decisivas começam a pesar na geral.
Mas assumiu a liderança depois do abandono de Tadej Pogacar (UAE Emirates) no sábado e da sua vitória na 9.ª etapa, e agora segue à frente da classificação com margens claras sobre os rivais diretos. Apesar disso, o ciclista do Movistar sublinha que não mudou a sua rotina e que quer confiar na equipa para gerir a corrida.
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Herança da liderança e prioridades
O abandono de Pogacar deixou a camisola vermelha nas mãos de Mas, que tem neste momento uma vantagem de 1m18s sobre Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) e 1m39s face a Felix Gall (Decathlon). Para Mas, o objetivo imediato é simples: desfrutar e manter a calma, sem transformar cada quilómetro numa fonte de tensão.

Depois de temporadas difíceis, o espanhol afirma estar a recuperar o prazer de competir. “Nada mudou na minha vida, sou o mesmo de sempre”, disse, enfatizando a confiança na capacidade coletiva da equipa para controlar os dias críticos e proteger a liderança.
Rivais e cenários a vigiar
Mas aponta Roglic como o adversário mais perigoso — o esloveno procura aumentar o palmarés na Volta e é visto como o principal candidato a atacar nos momentos-chave. A corrida terá ainda dias para sprinters e ocasiões favoráveis a fugas, o que obriga a Movistar a planear quando impor ritmo e quando conservar forças.
- Reinício: a prova volta a competir na terça-feira, com a ligação entre Alcaraz e Elche de la Sierra (184,7 km).
- Gestão de equipa: Movistar terá de controlar etapas planas e neutralizar movimentos em massa que possam ameaçar a liderança.
- Fases decisivas: as próximas etapas com terreno seletivo serão determinantes para a geral.
- Aposta pessoal: Mas prefere não olhar agora para o resto do roteiro — a prioridade é a estratégia coletiva, não o planeamento individual imediato.
O líder admitiu que ainda não analisou detalhadamente o percurso restante e que terá uma reunião com a equipa antes da retoma da prova. Essa atitude reflete a sua intenção de delegar funções e manter a cabeça fria: controlar a corrida, aproveitar a camaradagem do pelotão e, sobretudo, conservar energia para os dias em que a classificação vai realmente ser decidida.
Para os fãs e analistas, a segunda semana da Vuelta será o teste definitivo: confirme-se ou não a solidez de Mas, a capacidade de Roglic para reagir e o papel das equipas de apoio — esses elementos vão determinar se a camisola vermelha se mantém até Granada.











