Choco e ostra: festival gratuito invade Setúbal este fim de semana

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Setúbal voltou a colocar na mesa os sabores do estuário do Sado com a mais recente edição do Festival do Choco e da Ostra, realizada entre 20 e 23 de agosto no Largo José Afonso. O encontro combinou carta gastronómica local, demonstrações ao vivo e atividades culturais, numa aposta clara na promoção dos produtos endógenos e no reforço do turismo gastronómico.

Durante quatro dias, chefs, produtores e associações locais transformaram o espaço num ponto de contacto entre tradição e inovação culinária. O público teve oportunidade de provar receitas clássicas e versões contemporâneas do choco de Setúbal e da ostra do estuário do Sado, acompanhadas por vinhos da região.

Programação e destaques

O calendário ocupou as noites, com eventos a começar por volta das 18h e a prolongarem-se até às 23h. Em particular, a abertura contou com um showcooking assinado por Nicu Lastremschii às 19h, que apresentou um menu onde figuraram tempura de ostra, puré em escabeche e uma maionese de algas; o choco passou por técnicas como o sous-vide, servido com um arroz cremoso de coentros e citrinos, encerrando com um crumble salgado.

Chef a preparar choco e ostra em direto durante o showcooking
Showcooking foi um dos destaques da programação noturna do festival.

Para além das preparações ao vivo, as provas de vinho estiveram integradas no evento através das iniciativas das Rotas do Vinho da Península de Setúbal, e as sobremesas incluíram especialidades regionais como as tortas de Azeitão e a Bolacha Piedade em postos de venda instalados no recinto.

  • 20 de agosto: Abertura com showcooking (19h) e atividades marítimas.
  • 21 de agosto: Showcooking de confeitaria tradicional e pintura em barcos (a partir das 19h).
  • 22 de agosto: Segunda sessão de doces tradicionais e oficinas de pintura em barcos (19h).
  • 23 de agosto: Encerramento com prova de vinhos comentada pela Quinta dos Cavalos (19h) e workshops de nós de marinheiro.

Atividades paralelas e acesso

O festival não foi só pratos e copos: houve música todas as noites e uma programação de oficinas práticas. Entre as propostas estiveram workshops para aprender a fazer nós de marinheiro (20 e 23) e sessões de pintura em embarcações tradicionais (21 e 22). As atividades eram de acesso livre, sem necessidade de inscrição prévia, mas sujeitas à lotação e à ordem de chegada.

Participantes em workshop de nós de marinheiro numa atividade prática
Oficinas de nós de marinheiro ofereceram aprendizagem prática das tradições locais.

Também foi montada uma exposição dedicada à história, à tradição e à importância económica e ambiental do choco e da ostra do estuário, com materiais informativos pensados para visitantes e profissionais do setor.

Por que importa agora

Eventos como este funcionam como uma vitrina para pescadores, marisqueiros e pequenas empresas locais, elevando o valor comercial de espécies regionais e atraindo público interessado em experiências autênticas. A presença de produtores, chefs e rotas vinícolas cria sinergias que podem impulsionar vendas fora da estação e fortalecer a marca territorial.

A entrada foi gratuita e os horários fixaram-se entre as 18h e as 23h em cada dia. No âmbito de intercâmbio gastronómico, a organização anunciou ainda uma deslocação do festival à ilha da Madeira no final de setembro, com o objetivo de divulgar a gastronomia setubalense junto de moradores e visitantes do Funchal.

Para quem acompanha tendências de turismo gastronómico ou procura experiências locais, o festival serviu como um exemplo de como a valorização de produtos típicos pode gerar impacto económico e cultural, ao mesmo tempo em que preserva saberes e práticas ligadas ao mar.

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