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Dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat mostram que a inflação na zona euro subiu para 3,8% em setembro, o nível mais elevado dos últimos três anos. A escalada do conflito no Médio Oriente e a consequência subida dos preços do petróleo e do gás explicam grande parte da pressão sobre os preços.
Ritmo surpreende analistas
A leitura de setembro representa uma aceleração clara face aos 3,2% de agosto. O resultado também ficou acima das previsões, que apontavam para 3,6% segundo economistas consultados pela Reuters.
Inflação da zona euro sobe para 3,8%, o nível mais alto em três anos
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Entre as maiores economias do bloco, a inflação cresceu a um ritmo superior ao antecipado. Em Espanha, por exemplo, a taxa anual atingiu 5%.
Consequências para dívida e financiamento
O aumento da inflação volta a acender alertas sobre a sustentabilidade das contas públicas em países mais endividados, como França. Esse receio traduziu-se já num aumento dos custos de financiamento em vários mercados da zona euro.

Persistência acima da meta do BCE
Setembro marcou o sétimo mês consecutivo em que a inflação nos 21 países do euro permaneceu acima da meta de 2% definida pelo Banco Central Europeu para o médio prazo.
Resposta do Banco Central Europeu
O BCE foi o primeiro banco central do G7 a reagir ao choque energético ligado ao conflito no Médio Oriente. Em junho, aumentou os custos de financiamento em 0,25 pontos percentuais e repetiu a subida em setembro.
Essas decisões visam conter a inflação, mas também elevam o custo do crédito para Estados e empresas. O equilíbrio entre domar os preços e preservar o crescimento continua a ser o principal desafio para a política monetária na zona euro.











