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O Ministério Público dos Emirados afirma que o copiloto do voo FZ1073, da Flydubai, iniciou um atentado a bordo ao agredir o comandante com um **machado de emergência** e tentar tomar os comandos. As autoridades dizem que as **investigações** prosseguem para esclarecer motivações, possíveis ligações e a sequência exata dos factos.
O que dizem as autoridades dos Emirados
Hamad Saif al Shamsi, procurador‑geral dos Emirados, declarou à agência oficial WAM que as apurações mostram que o copiloto “iniciou a execução de um ato terrorista”. Segundo o comunicado, o agressor atacou o comandante dentro da cabine e tentou assumir o controlo da aeronave.
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O gabinete do procurador indicou ainda que as investigações incluem verificações técnicas e a análise de provas materiais e digitais, e que os resultados finais serão divulgados após a conclusão dos procedimentos necessários.
Relatos sobre o copiloto e o seu percurso
Veículos como a Al Arabiya e a CNN, citando fontes não identificadas, relataram que o copiloto tinha sido impedido de voar em Omã por suspeitas de ter “ideias extremistas” e que deixou o país depois dessa restrição.

As mesmas comunicações apontam que o suspeito pode ter tido contactos com grupos radicais na Síria, onde alegadamente passou algum tempo; a sua mãe é originária da Síria. A CNN acrescentou que o homem — identificado como suspeito pelas autoridades — nasceu nos Emirados, fruto de pai omanense e mãe síria, e que trabalhou para a Flydubai há cerca de oito meses, depois de uma passagem pela Royal Air Maroc.
Autorizações, relações diplomáticas e lacunas apontadas
Permanecem dúvidas sobre como o copiloto obteve autorização para voar numa ligação com destino a Telavive, dado que Omã e Israel não mantêm relações diplomáticas — um dos requisitos citados pelas autoridades para o exercício de certas funções. Especialistas em segurança aérea consultados por fontes noticiosas descrevem a situação como uma potencial falha grave na protecção.

A Autoridade Geral da Aviação Civil dos Emirados (GCAA) disse que não comentará detalhes que possam prejudicar a investigação em curso.
O comandante, as vítimas e a resposta internacional
O comandante do avião, o piloto indiano Smit Machchhar, tem sido saudado como herói. Em conversa telefónica com o primeiro‑ministro indiano, Narendra Modi, ele disse que, apesar de gravemente ferido, abriu a porta da cabine e conseguiu evitar uma queda da aeronave, salvando passageiros a bordo.
O primeiro‑ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que as autoridades investigam se o agressor “foi enviado por alguém” e prometeu que os responsáveis pagarão caro, acrescentando que o atacante “se tinha radicalizado islamicamente”, segundo a sua declaração.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump advertiu que atacaria o Irão “com toda a força” caso se confirme que Teerão esteve por detrás do incidente, comentário que acrescenta tensão diplomática ao caso enquanto as investigações ainda não estão fechadas.
Próximos passos das investigações
As autoridades dos Emirados reiteraram que prosseguem as diligências para identificar motivos, eventuais conexões e provas técnicas. Não há, até ao momento, anúncio de conclusões finais.
Enquanto as averiguações continuam, o caso coloca questões sobre procedimentos de seleção e controlo de tripulação, bem como sobre os mecanismos de autorização para voos entre países sem relações diplomáticas. As respostas oficiais prometidas pelas investigações serão determinantes para avaliar responsabilidades e eventuais falhas de segurança.











