Mostrar resumo Ocultar resumo
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou nova revisão das tarifas do gás natural no mercado regulado, que entra em vigor a partir desta quinta‑feira e eleva os preços médios em **6,4%** para o ano gás 2026‑2027. A medida afeta centenas de milhares de consumidores e vigora entre 1 de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027.
Como as contas domésticas serão alteradas
Segundo as simulações da ERSE, a correção traduz‑se em aumentos modestos nas faturas residenciais. Um casal sem filhos, no primeiro escalão de consumo, verá a sua despesa média mensal subir para **17,38 euros**, mais **0,91 euros** face a setembro.
Aumento do gás natural entra em vigor esta quinta-feira: contas sobem 6,4% em média
Apple iPhone Duo estreia no Geekbench com 3.986/11.067, segundo Notebookcheck

Para um agregado com dois filhos inserido no segundo escalão, a fatura média passa a **32,53 euros** por mês — um acréscimo de **1,62 euros**. Estas médias resultam das projeções do regulador e visam representar perfis de consumo típicos.
Regulado versus mercado livre
As novas tarifas aplicam‑se a cerca de **431 mil clientes** que permanecem no mercado regulado. No mercado livre, em contrapartida, os preços variam conforme o comercializador e as condições contratuais de cada cliente.
A ERSE estima que aproximadamente **1,14 milhões** de consumidores estarão no mercado liberalizado durante o mesmo ano gás. Isso significa que muitos clientes continuarão a ter ofertas e valores distintos, dependendo do fornecedor escolhido.
Proteção para clientes vulneráveis
Os consumidores que beneficiam da **tarifa social** mantêm um desconto significativo: **31,2%**, aplicável tanto no mercado regulado como no livre. Este mecanismo reduz o impacto do aumento para famílias em situação de vulnerabilidade económica.

Por que as tarifas sobem agora
A atualização reflete um aumento dos custos de aquisição de gás natural enfrentado pelas empresas. A ERSE indica também que a escalada do conflito no Médio Oriente introduziu maior incerteza nos mercados energéticos internacionais, pressionando preços e margens.
Em conjunto, estes fatores explicam a subida aprovada para o próximo ano gás e o ambiente volátil que continuará a condicionar decisões de oferta e tarifação.
Para consumidores, a principal consequência imediata é um acréscimo nas despesas domésticas, ainda que moderado nas simulações do regulador. Quem estiver no mercado livre poderá, no entanto, encontrar propostas alternativas junto dos comercializadores.











