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A OpenAI apresentou novo conjunto de documentos judiciais que intensificam a disputa legal com a Apple, alegando que um ex-funcionário transferiu dezenas de ficheiros confidenciais para uso da fabricante do iPhone. A acusação levanta riscos diretos sobre segredos de produto e pode afetar cronogramas e estratégias da indústria de dispositivos com inteligência artificial.
Os papéis foram entregues ao tribunal em 14 de junho de 2026 e descrevem, segundo a OpenAI, um episódio em que mais de cem ficheiros internos foram copiados para uma conta pessoal antes da saída de um funcionário. A empresa afirma que parte desse material foi posteriormente mostrada a executivos da Apple.
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OpenAI afirma ter provas: Apple recebeu dados internos de ex-funcionário
Entre os nomes citados estão antigos quadros da Apple que passaram para a OpenAI após aquisições e contratações. Um dos alvos principais no processo da Apple — movido em julho de 2026 — é Tang Tan, ligado à io Products, startup comprada pela OpenAI em maio de 2025 por cerca de 6,5 mil milhões de dólares.

Essa aquisição faz parte de uma estratégia da OpenAI para lançar, até 2027, uma linha de aparelhos focados em capacidades de IA. A Apple, por sua vez, alega que Tang Tan saiu da empresa em 2024 levando documentos internos. Outro ex-funcionário, identificado nos autos como Chang Liu, é acusado de manter dispositivos da Apple e de continuar a aceder a recursos internos depois da saída em 2026.
Em nota aos meios, a Apple informou ter processos internos para evitar o uso de segredos de ex-empregadores, e disse não dispor, até o momento, de provas que confirmem as alegações da OpenAI.
O que a OpenAI alega nos documentos
Conforme os novos autos, o ex-funcionário terá transferido os ficheiros em 2 de junho de 2026 para um endereço pessoal e, depois, apresentado o conteúdo a responsáveis da Apple — incluindo um vice‑presidente encarregado das operações na região Ásia.
A OpenAI sustenta que o material incluía imagens de protótipos não anunciados, detalhes sobre fornecedores, dados de engenharia e arquivos de projecto, bem como orientações sobre acabamentos e sobre o revestimento e isolamento de componentes de hardware. Nos autos, a empresa conecta esse episódio ao surgimento posterior de iniciativas da Apple no segmento de dispositivos com IA.
Apesar das acusações, analistas lembram que informações sobre um aparelho apelidado de HomeView circulam desde 2024 e que atrasos no desenvolvimento de IA já vinham postergando lançamentos — o que complica atribuir causalidade direta entre a alegada transferência de ficheiros e decisões da Apple.
- 2 de junho de 2026 — Data em que a OpenAI diz que os ficheiros foram enviados para conta pessoal.
- 14 de junho de 2026 — Novos documentos apresentados pela OpenAI no tribunal.
- Maio de 2025 — Aquisição da io Products pela OpenAI por US$ 6,5 bilhões.
- Julho de 2026 — Apple registra processo contra a OpenAI por suposta apropriação indevida de dados.
- Pontos em disputa — imagens de produtos não lançados, especificações de engenharia, informações sobre fornecedores e métodos de isolamento de hardware.
O processo expõe uma tensão maior no setor tecnológico: a mobilidade de engenheiros entre gigantes de hardware e empresas de IA e o risco de transferência involuntária de propriedade intelectual. A OpenAI afirma que levantou a questão diretamente com a Apple e que não recebeu garantias suficientes de que seus segredos não estão sendo usados.
Do lado da Apple, a resposta pública tem sido cautelosa. A empresa afirmou, em comunicação com a Reuters, que possui políticas para evitar o aproveitamento de dados confidenciais de empregadores anteriores, mas negou apresentar evidências que corroborem a versão da OpenAI.
Com o litígio em curso, o desfecho pode influenciar contratos de contratação, diligências em aquisições e protocolos de segurança entre empresas que disputam talento e propriedade intelectual em inteligência artificial. A decisão do tribunal também pode definir precedentes sobre como provas digitais de transferência de ficheiros são avaliadas em casos de propriedade industrial.











