Tripulantes da easyJet reivindicam “adesão de 100%” no primeiro dia de greve

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O sindicato que representa os tripulantes da easyJet em Portugal afirma que a greve convocada pela companhia atingiu **100%** de adesão e acusa a empresa de ter operado dois voos com tripulações vindas de outras bases. A paralisação, que atinge Lisboa, Porto e Faro, obrigou já ao cancelamento de centenas de voos e pode desencadear ações legais.

Adesão total, segundo o sindicato

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse à EFE que todos os seus associados participaram do primeiro dia de greve. O presidente do sindicato, Ricardo Penarroias, qualificou a resposta dos trabalhadores como uma “demonstração de força” das bases portuguesas.

Porta de embarque vazia com equipamento de tripulação em destaque
Porta de embarque vazia no primeiro dia da greve dos tripulantes.

A paralisação prolonga-se até terça-feira, dia 6 de outubro, e afeta voos em três aeroportos. Antes do início das ações, a easyJet cancelou antecipadamente **443 voos** previstos ao longo dos cinco dias — cerca de 80% das operações nas referidas bases, segundo o sindicato.

Voos fora dos serviços mínimos e reação do sindicato

Penarroias afirmou que, neste dia, apenas os serviços mínimos decretados pelo Governo foram cumpridos. O sindicato, porém, denuncia que dois voos foram realizados com tripulantes provenientes de bases noutros países.

O SNPVAC considera essa substituição ilegal e anunciou que vai apresentar uma queixa junto da **Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)**. O sindicato também indicou que estudará recorrer aos tribunais para contestar os voos alegadamente operados por equipas externas.

Posição da easyJet e negociações

Antes do arranque da greve, a easyJet defendeu que o recurso a aeronaves e tripulações de outras bases europeias para manter parte das operações cumpre a legislação em vigor. A empresa tem mantido essa posição perante as críticas do sindicato.

Mesa de negociações com documentos e dois participantes sem identificar
Negociações entre sindicato e companhia podem ser retomadas após a paralisação.

Segundo Penarroias, desde a convocação da greve não houve novas propostas por parte da companhia para resolver o conflito. O dirigente mostrou-se, no entanto, confiante de que as negociações possam ser retomadas após o período de paralisação.

Calendário e próximos passos

Além dos dias em curso, os tripulantes marcaram nova greve entre 19 e 23 de dezembro. O líder do SNPVAC não descartou a adoção de medidas adicionais, afirmando que “tudo está em aberto”.

O sindicato anunciou que fará uma avaliação da conduta da easyJet ao término da greve, antes de decidir quais serão os próximos passos a tomar. A possibilidade de recurso à Justiça e a queixa junto da ACT permanecem como opções em análise.

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