Preço das casas em Portugal: abrandou para 18,4% e vendas recuaram 9%

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Preço das casas em Portugal abranda para 18,4% com recuo das vendas — Preço das casas em Portugal abranda para 18,4% com recuo das vendas – Idealista confirma que a variação homóloga caiu para 18,4% no 2.º trimestre de 2026.

O boletim do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pelo Idealista, mostra que a venda de casas em Portugal caiu 9% no último ano e que o preço mediano das 37.854 habitações transacionadas no 2.º trimestre atingiu 2.445 euros/m2, um novo máximo histórico.

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Entre março e junho de 2026 foram registadas 37.854 transacções de alojamentos familiares, um recuo homólogo de 9%, escreve o Idealista com base no INE. O mesmo boletim refere que o preço mediano cresceu 4,6% face ao trimestre anterior e 18,4% em relação ao período homólogo de 2025.

O recuo nas vendas foi generalizado: 22 das 26 sub-regiões mostraram queda nas transacções, com a Região Autónoma da Madeira (-17,9%) e a Área Metropolitana do Porto (-16,2%) entre as mais afectadas, segundo os dados divulgados pelo Idealista a partir do INE.

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A publicação nota ainda que, apesar da queda nas transacções, os preços continuam a subir em todas as sub-regiões — com as maiores variações homólogas em Médio Tejo (25,4%), Oeste (24,0%) e Lezíria do Tejo (23,9%).

Quem compra e onde os preços são mais altos

O texto do Idealista aponta que as famílias residentes continuam a liderar as compras e que o preço mediano das casas adquiridas por residentes foi de 2.493 euros/m2, enquanto compradores estrangeiros pagaram uma mediana de 3.182 euros/m2.

As sub-regiões com os preços mais elevados foram a Grande Lisboa (4.030 euros/m2), o Algarve (3.500 euros/m2) e a Península de Setúbal (3.069 euros/m2). Em contraste, Beiras e Serra da Estrela apresentou o menor preço mediano, 759 euros/m2.

Analistas citados pelo Idealista apontam que a combinação de preços elevados, subida das taxas de juro e aumento do custo de vida está a pesar sobre a procura, factor que ajuda a explicar a queda de 9% nas transacções anuais.

Para leitores interessados no impacto das finanças familiares e em habitação local, veja também Poupança das famílias na Zona Euro e o projecto de entrega de chaves em Coimbra em 72 famílias de Coimbra.

Sources

  • idealista — forneceu os números do INE: variação homóloga de 18,4%, 37.854 transacções no 2.º trimestre e queda de 9% nas vendas.

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