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Hotéis em Portugal estão com menos reservas até ao fim do ano, segundo inquérito da AHP citado pela imprensa: 45% dos empreendimentos dizem ter reservas inferiores às de outubro de 2025, segundo o levantamento.
O inquérito “Balanço Verão & Perspetivas Outono 2026”, realizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) entre 28 de setembro e 11 de outubro junto de 403 empreendimentos, indica que 45% dos inquiridos reportam reservas mais baixas para o último trimestre do ano face ao período homólogo de 2025, refere a cobertura do SAPO sobre os resultados.

A mesma sondagem mostra, contudo, que a perceção do preço é diferente: 60% dos hoteleiros inquiridos dizem que o indicador de preço está “melhor ou muito melhor” em comparação com o mês homólogo do ano anterior, com regiões como a Madeira e o Algarve a destacar-se nas expectativas de subida de preços, segundo o resumo do Publituris.
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Hotéis em Portugal: menos reservas para os últimos três meses do ano
O relatório da AHP detalha também as previsões mês a mês: para novembro, 61% indicou que as reservas estão “pior ou muito pior” que em novembro de 2025; para dezembro, 53% antecipa um nível de reservas inferior ao do ano passado, enquanto quase metade aponta para preços superiores face a dezembro de 2025, conforme os resultados divulgados.

Como a AHP explica o fenómeno
Em entrevistas e comunicações públicas citadas pela imprensa, a AHP e representantes do setor relacionam o abrandamento das reservas com a preferência crescente por reservas de última hora e com fatores internacionais, como a incerteza geopolítica e o aumento dos custos energéticos, que mudam o comportamento do turista e a procura, segundo a cobertura do Observador.
O inquérito aponta ainda os canais de venda mais usados: 98% dos hoteleiros indicaram a Booking.com como fonte de reservas e 84% referiram o website próprio, enquanto o uso do email direto diminuiu para 23% dos inquiridos, segundo os dados publicados sobre o estudo.
O que isto pode significar para outono e inverno
Para gestores hoteleiros, menos reservas podem reduzir a visibilidade de receita nas semanas que antecedem feriados e o Natal, mas preços médios mais altos podem compensar parte da perda de ocupação, na medida em que segmentos e destinos com procura resiliente — como a Madeira — registam preços mais elevados, segundo o levantamento da AHP citado pelo Publituris e SAPO.
Analistas do setor que comentaram os resultados nas peças consultadas sublinham que a combinação de reservas tardias e preços mais altos exige flexibilidade na gestão de canais e campanhas comerciais, e que a grande dependência de plataformas online efeitos nas estratégias de yield management dos hotéis.
Sources
- SAPO — inquérito da AHP: 45% dos empreendimentos com reservas inferiores e 60% com preços melhores, detalhes metodológicos e resultados por mês.
- Publituris (via SAPO resumo) — resumo do inquérito “Balanço Verão & Perspetivas Outono 2026”, datas da sondagem e número de empresas inquiridas (403).
- Observador — contexto e comentários da AHP sobre reservas tardias, incerteza internacional e impactos nos aeroportos.
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