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A Proteção Civil confirmou hoje que um ataque informático atingiu a base de dados do Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses e que a aplicação responsável pelo registo está temporariamente fora de serviço enquanto se reforçam as defesas. A falha expõe os elementos registados a um risco imediato de fraudes e exige precauções urgentes por parte das corporações e dos próprios bombeiros.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) comunicou internamente aos comandos regionais e aos corpos de bombeiros que decorrem investigações e ações para reforçar a segurança da plataforma. Segundo a entidade, as notificações enviadas visaram também alertar para possíveis tentativas de burlas que explorem a situação.
Fontes contactadas pela Lusa e a própria Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) confirmaram o ataque. António Nunes, presidente da LBP, disse que a aplicação do RNBP reúne cerca de 60 mil registos e que não inclui dados bancários dos voluntários.
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ciberataque atinge Proteção Civil: órgão recomenda cautela extra
Que dados foram potencialmente acessados
De acordo com a informação disponível, os atacantes poderão ter extraído um conjunto alargado de elementos pessoais. Em termos práticos, isso significa exposição que facilita diversos tipos de fraude.

| Tipo de dado | Possível conteúdo |
|---|---|
| Identificação | Nome completo, número do cartão de cidadão, NIF, número de segurança social |
| Contacto e localização | Telemóveis, endereços de residência, e‑mail |
| Saúde e condução | Número de utente, informação de subsistemas, carta de condução, grupo sanguíneo |
| Dados pessoais adicionais | Data de nascimento, estado civil, fotografia |
Riscos e recomendações imediatas
A ANEPC alerta que os titulares dos dados estão vulneráveis a ataques que imitam comunicações legítimas para obter informações ou instalar malware. Entre as técnicas citadas estão mensagens fraudulentas por e‑mail, SMS, chamadas telefónicas e códigos QR maliciosos.
- Verifique sempre a origem de mensagens suspeitas através dos canais oficiais do seu corpo de bombeiros.
- Não clique em links nem abra anexos de comunicações inesperadas.
- Desconfie de pedidos para preencher formulários ou fornecer dados pessoais fora dos canais institucionais.
- Se houver dúvida, contacte o comando regional por meios conhecidos e previamente estabelecidos.
Em comunicado à imprensa, a ANEPC reforçou que, para atualizações de registo ou envio de informações, privilegia os canais institucionais e a estrutura de comando dos corpos de bombeiros. A entidade garante que prosseguirá com diligências para recuperar a normalidade e proteger os dados, com prioridade para a segurança da informação e a confiança nas vias oficiais de comunicação.
Para os responsáveis locais, as consequências práticas incluem um aumento na carga de trabalho para validar comunicações e apoiar os bombeiros potencialmente afetados. Para os próprios voluntários e profissionais, o impacto mais imediato é um aumento do risco de burlas personalizadas, pelo que a vigilância permanece essencial nas próximas semanas.
Esta situação continua a evoluir: as autoridades técnicas conduzem análises forenses e as investigações podem revelar mais detalhes sobre o vector do ataque e a extensão efetiva da fuga de informação. Acompanhe as comunicações oficiais da ANEPC e das estruturas de comando regionais para orientações atualizadas.











