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Pedro Passos Coelho admite voltar à cena política caso o PSD não consiga oferecer um resultado que, na sua visão, responda às necessidades do país — declaração que reacende o debate interno no partido. No mesmo dia, dados do serviço Copérnicus revelam que setembro foi um dos meses mais quentes já registados, reforçando sinais de aceleração climática com impacto direto em economia e políticas públicas.
Em entrevista televisiva — a primeira depois de ter deixado a liderança do PSD — o ex-primeiro-ministro reiterou que não é candidato a cargo algum no momento, mas não descartou uma intervenção ativa se o partido falhar em governar com eficácia.
Possível regresso e alianças à direita
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Passos Coelho disse que só ponderaria um regresso em circunstâncias concretas: se o PSD demonstrar incapacidade de cumprir as exigências do país e se ele próprio entender que pode contribuir de forma efetiva. Admitiu ainda que acordos com forças à direita, incluindo a Iniciativa Liberal e o Chega, são difíceis, mas precisam de ser avaliados como opção política.
Segundo o ex-líder, qualquer projeto que vise mudanças substanciais depende tanto do apoio popular como de uma maioria parlamentar estável — uma condição que, na sua opinião, o PSD tem de procurar ou garantir.
Crítica à gestão da saúde
Passos Coelho deixou um alerta quanto à situação do Serviço Nacional de Saúde. Para ele, o Estado perdeu capacidade de gestão e muitos profissionais já não confiam na sua eficácia. Afirma que, sem mudanças estruturais, será difícil garantir acesso público e qualidade dos cuidados de saúde.

Esta posição sublinha tensões sobre reformas em curso e levanta implicações práticas para utentes e profissionais do setor.
Justiça e processo BES
No processo relacionado com o caso BES, a defesa de arguidos suíços pretendia ouvir centenas de testemunhas, o que o tribunal recusou para evitar um prolongamento excessivo do julgamento. O Ministério Público também dispensou parte dessas inquirições; apenas 15 testemunhas poderão ser ouvidas.
A decisão terá gerado atrito entre a juíza presidente e os advogados de defesa, que alegam violação do contraditório. A magistrada contrapõe que poderá aplicar sanções caso identifique manobras de dilação. O calendário aponta para encerramento das sessões até julho do próximo ano.
Erro na pensões: CGA sob pressão
A Confederação MURPI exigiu explicações após um erro no cálculo de quase 3.000 pensões entre maio e agosto, com cortes mensais entre €90 e €200. A administração da Caixa Geral de Aposentações atribuiu o problema a uma parametrização incorreta e anunciou que iniciará notificações para devolução ainda este mês.
- Pensionistas afetados terão três opções: pagamento voluntário, reembolso em prestações até dezembro do próximo ano, ou desconto mensal na pensão limitado a 30%.
- A Confederação de Reformados pede que a CGA assuma responsabilidades sem penalizar beneficiários de boa-fé.
Sinal climático: setembro entre os mais quentes
O serviço europeu Copérnicus informou que setembro foi o segundo mês de setembro mais quente registado globalmente. As temperaturas médias situaram-se em cerca de 1,63 °C acima dos níveis pré-industriais, prolongando uma sequência de meses anormalmente quentes iniciada em agosto.

O fenómeno tem implicações imediatas para setores como agricultura, gestão de recursos hídricos e preparação para eventos extremos, e aumenta a pressão por medidas climáticas mais ambiciosas.
Mercados e conflitos: petróleo reage a notícias de cessar-fogo
Notícias sobre um alegado cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia — relacionado com interrupção de ataques a infraestruturas energéticas e um acordo de fornecimento de diesel — levaram a ligeira queda nos preços do petróleo. A Reuters aponta recuo de pouco mais de US$1 no Brent, para cerca de US$103 por barril, e ligeira descida no crude norte-americano para aproximadamente US$90.
No entanto, a volatilidade permanece por causa do conflito no Médio Oriente: ataques reivindicados pelos houthis atingiram o Aeroporto Internacional de Riade, causando dezenas de vítimas, e navios-tanque sofreram ataques na região do Estreito de Ormuz e em águas de Omã. Autoridades e aliados ponderam respostas militares, o que mantém os riscos para oferta e transporte de energia.
Desporto: Benfica vence e recupera
No futebol nacional, o Benfica regressou às vitórias na Liga depois de bater o Vitória SC por 2-0 na Luz, com golos de Samuel Dalot (24′) e Sudakov (75′). O treinador Marcos Silva destacou a solidez defensiva e a presença de mais de 60 mil adeptos no estádio.
Com o triunfo, o Benfica soma 19 pontos e permanece na perseguição ao líder FC Porto, que tem 24 pontos após oito jornadas.
O que importa hoje
- Um possível retorno de Passos Coelho pode reconfigurar estratégias do PSD e alterar cenários de alianças à direita.
- O relatório do Copérnicus reforça sinais de aceleração do aquecimento global, com impactos políticos e económicos imediatos.
- Decisões judiciais e administrativas (caso BES e erro na CGA) afetam prazos processuais e a estabilidade financeira de cidadãos.
- O mercado petrolífero segue sensível a desenvolvimentos geopolíticos, especialmente no Médio Oriente.
Voltamos com a atualização das 04:30 com mais desenvolvimentos.











