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O YARD Festival regressa a Azeitão entre 21 e 24 de maio com a maior edição até agora: pela primeira vez o evento prolonga-se por quatro dias e aposta em intervenções artísticas que querem transformar o espaço natural em palco. A mudança aumenta a aposta numa experiência imersiva que combina música eletrónica, instalações de grande escala e cenários naturais.
Instalado nas **Montanhas da Areia Branca**, o festival procura oferecer algo além de uma sequência de DJ sets: estruturas artísticas de grande dimensão, cenários cenográficos e dois palcos trazidos diretamente do circuito do **Burning Man** prometem estimular a interação do público com a paisagem. A organização descreve o projeto como uma tentativa de misturar arte, comunidade e natureza num só evento.
O que muda nesta edição
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Trata-se da terceira edição do YARD, mas a duração e a escala subiram significativamente. A programação abre com uma festa no **Castelo de Palmela** na quinta-feira, dia 21; a partir de sexta-feira, 22, as atuações decorrem nos palcos principais, com sessões que arrancam durante a tarde e se estendem até a noite, tirando partido do pôr do sol sobre a serra.
- Datas: 21 a 24 de maio
- Abertura: festa no Castelo de Palmela (21/05)
- Palcos: dois palcos com origem no universo do Burning Man e outras estruturas imersivas
- Local: Azeitão, Montanhas da Areia Branca (distrito de Setúbal)
- Bilhetes: disponíveis online a partir de 55€
- Distância de Lisboa: menos de uma hora
Lineup e programação musical
O cartaz reúne nomes do circuito internacional de música eletrónica e projetos ao vivo com abordagem melódica. Entre os confirmados estão figuras conhecidas do house e do downtempo, além de propostas que valorizam a performance ao vivo.
Entre os artistas anunciados estão Bonobo, Jamie Jones, Seth Troxler, RY X (live) e Parov Stelar, acompanhados por nomes como Monolink, Chris Stussy, Ahmed Spins, Gui Boratto, Bhaskar e outros representantes do cenário europeu de música eletrónica.
A curadoria anuncia ainda sets pensados para integrar os momentos de luz natural — principalmente o final da tarde — com instalações visuais que procuram prolongar a experiência sonora.
Além da música
O YARD tem feito uma aposta clara em pôr a obra de arte no centro da visita: desde labirintos de areia e esculturas de grande escala até estruturas arquitetónicas efémeras. A intenção é que os participantes se movam pelo espaço, interajam com as peças e vivenciem algo semelhante ao espírito comunitário associado a outros encontros artísticos internacionais.
Para a região, o festival reforça a ligação entre cultura, natureza e gastronomia: Azeitão e a vizinha Serra da Arrábida aparecem no roteiro não só pela paisagem, mas também pelas rotas de vinho e pela oferta de restauração local.
Por que importa agora
Em termos práticos, a expansão do YARD reflete duas tendências: a procura por eventos que misturam música e arte imersiva e o crescimento de festivais de média escala que procuram gerar impacto cultural e económico em regiões fora dos grandes centros. Para quem planeia a viagem, a proximidade a Lisboa e a programação diversificada tornam o evento uma opção acessível para um fim de semana prolongado.
Se procura um festival que combine sets de artistas internacionais com intervenções visuais que convidam à exploração, esta edição do YARD apresenta-se como uma das propostas mais marcantes da primavera cultural na região de Setúbal.












