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O leito do rio Danúbio revelou ossos que, segundo especialistas búlgaros, pertencem a um mamute — provavelmente da espécie lanosa — e a descoberta foi facilitada pelos níveis excepcionalmente baixos da água. O achado abre a possibilidade de novas escavações e análises que ajudam a entender o passado regional e a preservação de fósseis em condições de seca.
O conjunto ósseo apareceu na região norte da Bulgária, perto da cidade de Ruse, e foi localizado por um morador da aldeia de Ryahovo. Equipa técnica do Museu Regional de História recolheu os fragmentos no dia seguinte à observação e iniciou a sua triagem.
O responsável pelo museu, professor Nikolay Nenov, confirmou que os vestígios correspondem a um mamute e considerou que é muito provável tratar-se de um **mamute-lanoso**, espécie emblemática da Idade do Gelo e parente próximo dos elefantes atuais.
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O que foi encontrado
Os investigadores identificaram vários elementos esqueléticos que, juntos, apontam para um único indivíduo jovem:
- Mandíbula
- Fragmentos de presas
- Parte de uma omoplata (escápula)
- Fémur com a cabeça articular preservada
A coloração escura dos ossos sugere que permaneceram um longo período em materiais orgânicos húmidos, hipótese que ainda está a ser avaliada pelos especialistas. Ao contrário de descobertas dispersas em aluviões, estes restos encontravam-se concentrados numa área reduzida, situação que aumenta a probabilidade de pertencerem a um único exemplar e de estarem razoavelmente bem conservados.
Por que isto interessa agora
Desde a primavera a Europa tem registado calor excessivo e falta de chuva, o que levou o nível do Danúbio a atingir patamares inéditos em alguns troços. Essa exposição do fundo do rio tem revelado artefatos e fósseis que normalmente permanecem submersos.
As autoridades do museu anunciaram a programação de um novo levantamento da zona para procurar outros vestígios e garantir a proteção do local. Entre as medidas previstas estão análises laboratoriais — como datação por radiocarbono — para confirmar a antiguidade e estudos sobre o estado de preservação dos materiais.
Além do valor científico, a descoberta coloca questões práticas sobre vigilância e salvaguarda de achados arqueológicos em cursos de água afetados por eventos climáticos extremos.
O que pode acontecer a seguir
- Levantamento detalhado da área exposta pelo baixo nível do Danúbio;
- Coleta e conservação controlada dos fragmentos encontrados;
- Datação e análises estruturais para determinar idade e condições de preservação;
- Avaliação do potencial para novas escavações ou intervenções de emergência.
Investigadores e autoridades locais acompanham o caso com atenção: além de enriquecer o registo paleontológico da região, achados como este reforçam a ligação entre fenómenos climáticos recentes e a visibilidade de património arqueológico subaquático.












