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Na sexta-feira, 17 de abril de 2026, um agente da PSP foi esfaqueado dentro da esquadra de Marrazes, em Leiria. O episódio, ocorrido durante a manhã, deixou o polícia em observação no Hospital de Leiria e suscitou uma resposta rápida das autoridades locais.
O ataque
Por volta das 11h00, um jovem de 19 anos atacou o agente com uma arma branca, causando vários ferimentos, incluindo no pescoço. Apesar da gravidade dos golpes, a vítima, de 57 anos, não corre risco de vida e permanece em observação.
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O agressor fugiu do interior da esquadra, mas foi detido pouco depois no exterior por colegas do polícia ferido. As autoridades encaminharam o caso para a Polícia Judiciária para investigação criminal.
Contexto e antecedentes
Fontes policiais indicam que o suspeito tem histórico de perturbações mentais e que, na noite anterior, já tinha atirado pedras contra as instalações da esquadra. Ainda segundo relatos, na quinta-feira o jovem terá ligado repetidamente para o posto, proferindo insultos aos agentes.
- Data: 17 de abril de 2026
- Local: Esquadra de Marrazes, Leiria
- Vítima: agente da PSP, 57 anos — em observação no Hospital de Leiria
- Agressor: jovem de 19 anos — detido no exterior da esquadra
- Estado do processo: entregue à Polícia Judiciária
- Antecedentes: episódios pré‑existentes de assédio e agressão à infraestrutura
Reações oficiais
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, repudiou o ataque e manifestou solidariedade ao agente ferido, afirmando que atos de violência contra forças de segurança serão tratados com rigor e que as autoridades judiciárias farão o apuramento dos factos.
Em paralelo, o comando distrital enalteceu a intervenção rápida dos polícias que possibilitou a detenção do suspeito e a proteção imediata dos demais profissionais no local.
Posição do sindicato
O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) repudiou o episódio e voltou a exigir um suplemento de risco considerado justo e igual para todos os agentes em Portugal. O sindicato sublinha que incidentes como este comprovam a natureza permanente e imprevisível do risco na atividade policial, incluindo dentro das próprias esquadras.
O SINAPOL recorda ainda um episódio semelhante recente em Braga e defende medidas concretas de proteção e compensação para os profissionais.
Para além da investigação criminal em curso, o caso coloca questões práticas e políticas: como reforçar a segurança em instalações policiais, que recursos de saúde mental e acompanhamento devem ser ativados para pessoas com perturbações, e se a atual compensação pelo risco enfrentado pelos agentes é adequada.
Esta reportagem foi atualizada para incluir a posição do Sindicato Nacional da Polícia.












