O primeiro serviço público português dedicado à dependência de ecrãs vai abrir em Lisboa até ao verão, com atendimento individual e participação ativa das famílias no plano terapêutico. A iniciativa surge num momento em que profissionais de saúde e pais procuram respostas para o aumento dos problemas ligados ao uso excessivo da Internet, jogos de azar e videojogos.
O novo centro será gerido pelo Instituto para os Comportamentos Adictivos e as Dependências (ICAD) e concentrará consultas dirigidas a dependências comportamentais não relacionadas com substâncias, como o vício em redes sociais, apostas online e videojogos. O objetivo é oferecer acompanhamento especializado fora do circuito dos tratamentos convencionais para álcool ou drogas.
Ao contrário de programas de grupo, a intervenção no centro terá caráter essencialmente individual. Sempre que necessário, os profissionais convocarão a família para integrar a estratégia terapêutica, apoiando a recuperação e contribuindo para a manutenção de limites e rotinas no lar.
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Além de Lisboa, está previsto um programa específico no Porto focado na dependência de videojogos, reconhecendo a crescente procura por esse tipo de apoio entre jovens e suas famílias.
Porque isto importa agora: a oferta pública pretende reduzir barreiras de acesso a cuidados e criar vias claras de encaminhamento para quem sofre com dependências digitais. A entrada em funcionamento do centro também representa um sinal de que as autoridades de saúde começam a tratar estas problemáticas com a mesma seriedade das dependências tradicionais.
- Prazo de abertura: até ao verão.
- Gestor: Instituto para os Comportamentos Adictivos e as Dependências (ICAD).
- Tipos de dependência tratados: uso problemático da Internet, jogos de azar online e videojogos.
- Formato das consultas: atendimento individual; família envolvida quando necessário.
- Programas regionais: Lisboa (centro geral) e Porto (programa direcionado a videojogos).
Especialistas apontam que intervenções individualizadas e o envolvimento familiar podem melhorar adesão ao tratamento e reduzir recaídas, sobretudo em casos envolvendo adolescentes. A criação de um serviço público também facilita a articulação com cuidados primários e com escolas, abrindo caminhos para identificação precoce.
O funcionamento do centro e a forma concreta de encaminhamento ainda dependem de definição de protocolos e recursos. Fontes ligadas ao setor sublinham a necessidade de profissionais formados em dependências comportamentais e de instrumentos de avaliação específicos para estes tipos de vício.
Para famílias e cuidadores, a novidade traz uma alternativa pública para pacientes que, até aqui, recorriam sobretudo ao setor privado ou a respostas informais. A esperança é que o serviço contribua para diagnósticos mais rápidos e tratamentos melhor coordenados.












