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Até 14 de maio, a Galeria Municipal apresenta Corrente Suspensa, nova exposição de cerâmica da artista Berta Simões. A mostra propõe uma pausa sensorial: convida o público a observar como peças em barro capturam instantes de movimento e de imobilidade.
O que compõe a exposição
As obras em exibição exploram o contraste entre impulso e repouso, adotando formas que remetem ao vaivém das marés. Em vez de reproduzir o mar literalmente, as peças sugerem sua dinâmica — curvas e texturas que parecem estar em transformação constante.
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A artista aposta num processo de criação marcado pela experimentação. O erro é tratado como ponto de partida para novas soluções; a cada intervenção, as superfícies e volumes se alteram, aproximando o trabalho de uma estética das formas orgânicas e do gesto intuitivo.
- Local: Galeria Municipal
- Exposição: Corrente Suspensa
- Artista: Berta Simões
- Meio: Cerâmica contemporânea
- Temas centrais: movimento e pausa, transformação, experimentação
- Período: até 14 de maio
Por que a mostra importa agora
Num contexto em que experiências presenciais voltam a ganhar destaque na agenda cultural, a exposição oferece uma oportunidade para desacelerar e perceber a materialidade. A intensidade do gesto manual e as superfícies trabalhadas lembram ao visitante o valor do tempo de observação — um contraponto às imagens efémeras do quotidiano digital.
Para quem acompanha a cena da cerâmica contemporânea, Corrente Suspensa sinaliza um interesse crescente por práticas que combinam técnica e acaso, onde a investigação do processo se sobrepõe à busca por acabamento perfeito. Essa postura, além de desafiar convenções estéticas, cria peças com presença escultural e potencial de envolvimento táctil.
O que esperar da visita
Espere encontrar peças de diferentes dimensões que dialogam entre si e com o espaço expositivo. Algumas obras apelam à contemplação silenciosa; outras exigem aproximação para que o observador perceba nuances de textura e pequenas imperfeições intencionais.
A experiência não é apenas visual: a exposição estimula uma leitura atenta dos ritmos internos das peças — como se cada objeto guardasse um breve registro de movimento interrompido.
Até 14 de maio, a Galeria Municipal concentra uma proposta que vale tanto para quem segue tendências da arte contemporânea quanto para visitantes em busca de momentos de reflexão. A mostra funciona como um lembrete de que, na arte como na vida, há potência nas pausas e nas transformações contínuas.












