erupção vulcânica na Indonésia: deixa 3 mortos e 10 desaparecidos

A erupção do vulcão Dukono, na ilha de Halmahera (norte da Indonésia), deixou pelo menos três mortos e 10 pessoas desaparecidas esta sexta‑feira, em zonas que já tinham sido vedadas ao público por aumento da atividade. As autoridades mantêm buscas num terreno íngreme enquanto alertas de cinzas e interrupções nos transportes colocam a região em atenção imediata.

Dois dos mortos são estrangeiros; o terceiro é um residente local, segundo a polícia provincial. Equipes conjuntas de socorro continuam a varrer as encostas apesar de novas explosões que dificultam a evacuação e o acesso por veículos.

O que já se sabe

Item Dados
Mortos 3 (2 estrangeiros, 1 indonésio)
Desaparecidos 10
Feridos 5 registados; 7 conseguiram descer a montanha em segurança
Altura da coluna de cinzas 10 km
Nível de alerta Nível 3 (escala de 4)
Zona recomendada de exclusão 4 km em redor da cratera Malupang Warirang

O fenómeno ocorreu pela manhã, por volta das 07:40 (hora local), projetando uma nuvem de cinzas que, de acordo com técnicos da agência nacional de geologia, alcançou cerca de 10 quilómetros de altitude. A sufocante neve de partículas representa risco respiratório e pode prejudicar voos e comunicações locais.

Agentes da agência nacional de gestão de catástrofes (BNPB) e equipas regionais descrevem operações de resgate complexas: trilhos enlameados, terrenos irregulares e ruídos contínuos do vulcão obrigam a transporte manual das vítimas em macas e a progressão lenta das brigadas.

Segundo a polícia, parte das vítimas eram excursionistas que terão ignorado sinais e ordens de afastamento colocadas no início do percurso. As autoridades salientam que muitos visitantes — incluindo turistas internacionais — continuam a subir o monte para registar imagens para redes sociais, apesar das proibições.

Consequências imediatas e recomendações

  • Risco de queda de cinzas sobre zonas residenciais e a cidade de Tobelo; usar máscaras e reduzir atividades ao ar livre.
  • Possíveis perturbações no tráfego aéreo e marítimo; acompanhar avisos das autoridades de aviação.
  • Manter distância da cratera e obedecer a ordens de evacuação; zonas dentro de 4 km permanecem interditas.

A Indonésia situa‑se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região com elevada ocorrência sísmica e vulcânica devido à interação de placas tectónicas. O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos já vinha alertando desde dezembro para o aumento da atividade no Dukono e para a necessidade de restrição de acesso ao perímetro da cratera.

Peritos locais e operadores de emergência sublinham que a prioridade é localizar os desaparecidos e proteger populações expostas à queda de cinzas. A BNPB pediu às comunidades que sigam informações oficiais e evitem deslocações não essenciais para as áreas mais próximas do vulcão.

As próximas horas serão críticas para a avaliação dos danos e para decisões sobre a segurança do tráfego aéreo na região. Autoridades de saúde e transporte anunciaram que irão monitorizar a qualidade do ar e as rotas de transporte, atualizando as recomendações conforme a evolução da erupção.

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