Mostrar resumo Ocultar resumo
No domingo, 18 de maio de 2026, o controlo de fronteiras nos principais aeroportos portugueses enfrentou atrasos que chegaram a exceder duas horas em alguns momentos, segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP). O episódio expôs fragilidades técnicas e logísticas num momento de forte movimento internacional, com impacto direto em passageiros e operações aeroportuárias.
A PSP esclareceu que os picos de espera ocorreram entre as 9h e as 12h, apontando como máximos cerca de 130 minutos no Porto, 110 minutos em Lisboa e 100 minutos em Faro — números que a polícia afirma serem substancialmente inferiores a relatos que falavam em esperas de seis horas.
O que motivou as filas
Escola secundária Jácome Ratton alcança 142 anos: celebrações e iniciativas locais
Xiaomi confirma data: nova geração de telemóveis chega em breve
Em comunicado, a PSP atribuiu os atrasos a problemas técnicos e informáticos combinados com um volume significativo de viajantes provenientes de países fora do Espaço Schengen. A intervenção imediata de equipas de contingência visou acelerar os controlos sem pôr em causa as normas de segurança.
Segundo a polícia, os três aeroportos controlaram, no domingo, cerca de 69 mil passageiros em voos originários de fora do Espaço Schengen. Ainda assim, a normalidade operacional foi recuperada ao final da manhã, depois de medidas temporárias terem sido aplicadas.
Consequências e resposta institucional
O episódio reacendeu alertas sobre a capacidade do sistema de fronteiras para responder a falhas tecnológicas em momentos de pico. A PSP pediu cautela na partilha de informação, sublinhando que relatos não verificados podem criar alarme desnecessário e prejudicar operações.
Em paralelo, as autoridades referiram que estão em curso investimentos destinados a:
- ampliar a capacidade de controlo fronteiriço;
- reforçar recursos humanos nos pontos de passagem;
- melhorar a infra-estrutura tecnológica e a resiliência dos sistemas.
Contexto do EES e medidas anteriores
Os constrangimentos remetem também para a implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que obriga a novos controlos para cidadãos extracomunitários. O Governo chegou a suspender temporariamente o EES no ano passado face a dificuldades operacionais; o sistema voltou a funcionar no início deste ano e a sua ativação completa na UE estava prevista para abril.
Especialistas e responsáveis aeroportuários lembram que a conjugação de novas exigências de controlo com falhas técnicas pode provocar efeitos amplificados: filas longas, atrasos em partidas e dificuldades na gestão de terminais em momentos de alta procura.
O que os passageiros devem saber
- Chegar com antecedência: em dias de maior tráfego, conte com mais tempo para os controlos.
- Verificar com a companhia aérea e o aeroporto informações atualizadas antes de deslocar-se.
- Evitar divulgar rumores não confirmados que possam aumentar a confusão entre viajantes.
As autoridades garantem acompanhamento contínuo das operações e prometem acelerar o cronograma de melhorias tecnológicas e de pessoal. A recomendação oficial mantém-se: confiar em canais institucionais para obter informação sobre tempos de espera e medidas em vigor.












