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O valor do cartão social Mais Pessoas permanece inalterado, mesmo com a subida recorde do custo do cabaz alimentar verificada este ano. Para as famílias que dependem deste apoio, a estagnação do montante aumenta a pressão sobre orçamentos já apertados.
Até agora, o cartão foi atribuído a 15.769 agregados familiares, atingindo um universo de 45.578 beneficiários. O montante creditado é de 50,95 euros para o responsável pelo agregado e 35,67 euros por cada outro elemento, valores que não sofreram atualização face ao aumento dos preços.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Agregados abrangidos | 15.769 |
| Beneficiários totais | 45.578 |
| Montante para o responsável | 50,95 € |
| Montante por cada outro elemento | 35,67 € |
Por que isto importa agora
A associação de defesa do consumidor Deco registou uma subida contínua do custo do cabaz alimentar, que atingiu níveis inéditos ao longo do ano. Quando o poder de compra diminui e os apoios sociais não acompanham essa evolução, famílias em situação de vulnerabilidade sentem imediatamente o impacto na qualidade e quantidade da alimentação.
Para quem depende do cartão — disponibilizado no âmbito do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC) e do programa Pessoas 2030 — a consequência prática é simples: o mesmo saldo compra menos do que há doze meses.
Consequências práticas
- Redução do poder de compra nas compras de alimentos básicos e frescos.
- Maior risco de insegurança alimentar para agregados já fragilizados.
- Pressão acrescida sobre outros apoios familiares e serviços de apoio social.
O tema tem implicações imediatas para a política social e para a gestão local dos apoios: sem uma revisão das dotações, o efeito dos programas de combate à pobreza fica limitado quando confrontado com inflação alimentada por fatores económicos recentes.
O que podem fazer os beneficiários
Quem recebe o cartão deve manter contacto com os serviços municipais ou o ponto de apoio social responsável pela atribuição para confirmar saldos e eventuais atualizações. Organizações locais de apoio e bancos alimentares continuam a ser uma referência complementar para quem regista dificuldades.
Do ponto de vista da administração pública, acompanhar a evolução dos preços e ajustar os apoios é essencial para que programas como o Mais Pessoas cumpram a função de amenizar a pobreza alimentar — algo que se tornou mais urgente face à escalada recente dos preços.











